22/Oct/2026
As condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras de trigo no Brasil estão dificultando a colheita e comprometendo a qualidade dos grãos. A oferta restrita de trigo tipo 1, mais demandado pelas indústrias, e a recente valorização do dólar têm sustentado os preços no mercado de lotes, apesar das quedas nas cotações internacionais. No Paraná, o Indicador Cepea/Esalq para o trigo pão ou melhorador registra cotação média de R$ 1.565,19 por tonelada, alta de 1,35% em relação ao início do mês. No Rio Grande do Sul, o trigo brando está cotado a R$ 1.475,23 por tonelada, avanço de 1,70% no mesmo período.
Em outubro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve praticamente estável, em relação a setembro, a estimativa para a produção brasileira total de trigo, mas reduziu as projeções para São Paulo e Goiás. O maior corte em volume ocorreu em São Paulo, onde parte dos grãos colhidos não atendeu aos requisitos de qualidade necessários para comercialização. A limitação da oferta de trigo de qualidade mantém elevada a necessidade de importações para atender à demanda interna. A Conab preservou a previsão de compras externas em 7,06 milhões de toneladas em 2026, volume 15,1% superior ao registrado em 2025. A combinação de problemas climáticos, perdas de qualidade e valorização cambial tende a continuar influenciando a disponibilidade do cereal e a sustentação das cotações no mercado brasileiro. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.