19/Oct/2026
Segundo a Emater-RS, a colheita do trigo safra 2026 no Rio Grande do Sul avançou para 9% da área plantada, ante 4% na semana anterior, com uso de dessecação para uniformizar a maturação e antecipar a retirada do cereal do campo. A colheita com maior teor de umidade, contudo, eleva os custos operacionais nas unidades de beneficiamento e secagem. O indicativo é de redução da produtividade em diversas regiões do Estado, embora lavouras não afetadas por intempéries ou conduzidas com melhor manejo mantenham potencial produtivo satisfatório.
Nas áreas em fase reprodutiva (50% do total), o excesso de chuva e a baixa radiação solar têm prejudicado o enchimento de grãos, com reflexos negativos sobre produtividade e qualidade. Nas lavouras próximas da colheita (40%), foram observados descoloração da palha e enrugamento dos grãos, elevando o risco de redução do peso hectolitro (PH) e de outros parâmetros comerciais. Em lavouras mais tardias, a umidade restringe o controle fitossanitário e amplia a ocorrência de doenças como giberela, brusone e bacteriose.
Temporais com granizo e ventos fortes provocaram acamamento, quebra de espigas e debulha de grãos principalmente no noroeste do Estado, levando produtores a acionar o Proagro e outros seguros agrícolas. A área projetada para a safra de trigo é de 814.220 hectares, com produtividade de 2.701 quilos por hectare. O preço do trigo (PH 78) registra recuo de 0,43% nos últimos sete dias, de R$ 74,47 para R$ 74,15 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível é de R$ 85,00 por saca de 60 Kg. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.