13/Oct/2026
Segundo a Emater-RS, a colheita do trigo 2026 alcançou 4% da área cultivada no Rio Grande do Sul, refletindo o avanço das lavouras para as fases finais do ciclo. A distribuição fenológica indica 60% das áreas em enchimento de grãos e 27% em maturação, além das áreas mais precoces já colhidas. A sequência de chuvas, a elevada umidade, a baixa luminosidade, além de granizo e ventos fortes, prejudicaram o potencial produtivo e aumentaram os riscos à qualidade dos grãos.
No centro-oeste e noroeste do Estado, os eventos meteorológicos provocaram acamamento, debulha de espigas e perdas de estruturas reprodutivas em áreas atingidas por granizo, reduzindo as expectativas inicialmente projetadas para a safra. Nas lavouras em maturação, a continuidade das chuvas elevou a preocupação com os parâmetros de qualidade, especialmente pela possibilidade de redução do Peso Hectolitro (PH) e pelo aumento da atividade enzimática associada à germinação pré-colheita, com queda do falling number (índice de queda), comprometendo as características e o uso tecnológico dos grãos.
A elevada umidade durante o período reprodutivo também favoreceu a incidência de giberela, manchas foliares, ferrugens, oídio e outras doenças, enquanto a dificuldade de acesso às áreas restringiu a realização de tratamentos fitossanitários. A estimativa para a safra 2026 de trigo no Rio Grande do Sul prevê área de 814.220 hectares e produtividade média de 2.701 Kg por hectare. O trigo (PH 78) registra alta de 0,94%, passando de R$ 73,78 para R$ 74,47 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor para o produto disponível se mantém em R$ 82,00 por saca de 60 Kg. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.