03/Sep/2026
Segundo estimativa do Observatório Agro Catarinense, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a área destinada ao plantio de trigo em Santa Catarina na safra 2026 deve recuar 35,7%, de 104,5 mil para 67,2 mil hectares. Essa será a menor área dedicada à cultura no Estado nos últimos seis anos. A produção catarinense está estimada em 240,5 mil toneladas, queda de 37,2% ante a safra anterior. A redução da área ocorre em um cenário de preços inferiores aos registrados no ano passado e de aumento dos custos dos insumos, fatores que reduziram as margens dos produtores e desestimularam o plantio no Estado. Em julho de 2026, o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 69,15 por saca de 60 Kg, alta de 2,5% ante os R$ 67,49 por saca de 60 Kg registrados em junho.
Apesar da recuperação mensal, o valor ficou 8,1% abaixo dos R$ 75,26 por saca de 60 Kg observados em julho de 2025. Os preços do cereal encontram sustentação na menor oferta brasileira, nas condições climáticas na Região Sul e no cenário internacional. Em sentido contrário, a baixa liquidez no mercado físico, os estoques mantidos pelos moinhos e o avanço da colheita no Hemisfério Norte limitam o potencial de alta das cotações. Na primeira semana de agosto de 2026, a semeadura do trigo em Santa Catarina estava concluída. Do total cultivado, 92% das lavouras apresentavam boas condições e 8% estavam em situação regular. Em relação ao estágio de desenvolvimento, 6% das áreas encontravam-se na fase de floração. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.