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03/Sep/2026

Rússia: previsão de forte queda nas exportações

Segundo estimativa da consultoria SovEcon, as exportações de trigo da Rússia no primeiro trimestre do ano comercial 2026/27, entre julho e setembro, devem alcançar cerca de 5,6 milhões de toneladas, queda de aproximadamente 50% ante as 11,3 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Para setembro, a projeção é de embarques de aproximadamente 2 milhões de toneladas, ante 4,6 milhões de toneladas em setembro de 2025. Em julho, as remessas somaram 1,6 milhão de toneladas, contra 2,1 milhões de toneladas um ano antes, enquanto os embarques preliminares de agosto foram estimados em cerca de 2 milhões de toneladas, ante 4,5 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. O ritmo mais fraco das exportações reflete as interrupções persistentes na bacia do Azov-Mar Negro.

Os embarques pelos portos do Mar de Azov foram totalmente paralisados em meados de julho, enquanto as operações nos portos do Mar Negro enfrentam fortes perturbações desde meados de agosto, em decorrência de ataques constantes à infraestrutura portuária. As rotas pelo Mar Negro continuam operando com capacidade reduzida, com pequenos volumes movimentados em Tuapse, carregamento mais lento e embarques diretos em Novorossiysk por meio de embarcações menores. Além disso, após reunião realizada na semana passada entre os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e Vladimir Putin, o governo russo sinalizou que não pretende retornar ao acordo de grãos do Mar Negro nas condições atuais.

Diante desse cenário, a SovEcon reduziu recentemente em 3,2 milhões de toneladas sua projeção para as exportações russas de trigo em 2026/27, para 41,4 milhões de toneladas. Rotas alternativas, incluindo portos russos no Mar Báltico e terminais na Letônia e na Lituânia, vêm absorvendo volumes gradualmente, mas a expectativa é de movimentação de até 500 mil toneladas por mês, menos de 10% do volume normalmente escoado pelos portos do sul da Rússia. Os embarques extremamente lentos da Rússia, combinados com as baixas exportações da Ucrânia, devem continuar dando suporte às cotações internacionais dos grãos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.