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02/Sep/2026

Rússia redireciona embarques para o Mar Báltico

Os exportadores de grãos da Rússia estão redirecionando parte dos embarques para o Mar Báltico após sucessivos ataques de drones ucranianos que paralisaram o comércio nos mares Negro e de Azov. Segundo operadores e analistas da região, a escalada do conflito provocou a maior interrupção no fluxo marítimo de grãos na área em mais de quatro anos de guerra na Ucrânia, aumentando a necessidade de alternativas logísticas para o escoamento da produção russa. No ciclo anterior de exportação, de julho de 2025 a junho de 2026, a Rússia embarcou 46,3 milhões de toneladas de grãos pelos portos dos mares Negro e de Azov.

Esse volume correspondeu a 90% do total de grãos transportados por via marítima pelo país no período. Em contraste, os terminais russos no Mar Báltico movimentaram cerca de 1 milhão de toneladas, evidenciando a diferença de escala entre as duas principais rotas marítimas utilizadas pelos exportadores russos. Com os gargalos provocados pela interrupção dos fluxos no Mar Negro e no Mar de Azov, o setor exportador passou a buscar alternativas logísticas em países vizinhos, incluindo a Letônia. A necessidade de diversificação das rotas tende a ampliar a participação do Báltico no escoamento de grãos russos, embora a capacidade atual da região seja significativamente inferior à dos portos do Mar Negro e de Azov. A consultoria SovEcon projeta aumento expressivo das movimentações pela rota báltica a partir de setembro.

A estimativa é de embarques mensais entre 200 mil e 400 mil toneladas pelos países da região, indicando uma possível aceleração do redirecionamento dos fluxos caso persistam as restrições ao comércio marítimo nos mares Negro e de Azov. O deslocamento dos embarques para o Báltico modifica a logística de exportação russa e pode elevar a demanda por estruturas portuárias e corredores de transporte alternativos nos países da região. A continuidade dos ataques e das restrições aos portos do sul da Rússia será determinante para definir a duração e a intensidade desse movimento de diversificação das rotas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.