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25/Aug/2026

Brasil: setor de industrializados eleva faturamento

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), com base nos dados da NielsenIQ, o setor brasileiro de biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos industrializados movimentou R$ 36 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 2,1% ante igual período de 2025. O volume comercializado, porém, recuou 2,1% na mesma comparação. O desempenho reflete a adaptação da indústria ao cenário macroeconômico, com diversificação de portfólios e lançamento de produtos voltados a diferentes perfis de consumidores. A estratégia contempla desde itens direcionados à economia até produtos de maior valor agregado. Entre as categorias analisadas, as misturas para bolo registraram o maior crescimento. O faturamento alcançou R$ 613 milhões, alta de 14,7%, enquanto o volume comercializado avançou 4,1%, para 69 mil toneladas. As misturas para bolo representam 80,7% da categoria e registraram crescimento de 22,3% na taxa de vendas em valor.

Os biscoitos movimentaram R$ 18 bilhões, aumento de 3,7%, apesar da queda de 2,3% no volume, para 747 mil toneladas. O comportamento do mercado foi marcado pelo chamado efeito ampulheta, com concentração das compras nos extremos da categoria, entre produtos básicos destinados ao consumo cotidiano e itens premium de maior valor agregado, como biscoitos cobertos, cookies e recheados doces. Os produtos premium passaram a responder por 10,3% do faturamento da categoria e 7,9% da frequência de compra. Os biscoitos amanteigados registraram aumento de 1,8% na penetração nos lares e de 2,7% nas ocasiões de compra. Os wafers avançaram 0,1% e os biscoitos cobertos tiveram alta de 7,9%. Nos pães industrializados, o faturamento alcançou R$ 8,4 bilhões, crescimento de 1,1%, enquanto o volume comercializado caiu 3,9%, para 385 mil toneladas. Fabricantes e marcas menores contribuíram para o desempenho do pão de forma comum.

Os pães para hambúrguer e hot dog mantiveram trajetória positiva, favorecidos pela transferência de parte das refeições rápidas realizadas fora de casa para o ambiente doméstico. O pão de hambúrguer registrou alta de 15,6% nas ocasiões de compra por lar. As massas alimentícias apresentaram faturamento de R$ 7,6 bilhões, queda de 0,8% na comparação anual. O volume comercializado recuou 1,5%, para 642 mil toneladas. O principal destaque positivo foi o segmento de massas refrigeradas, com crescimento de 6,4% em valor. Os segmentos de massas grano duro e caseiras também apresentaram contribuição positiva, associados à procura por produtos relacionados a atributos de saúde. Os bolos industrializados faturaram R$ 1,4 bilhão, queda de 0,8%, enquanto o volume recuou 7,4%, para 30 mil toneladas. O segmento de bolos representa 46,6% da categoria, participação 1,4% superior à registrada no primeiro semestre de 2025. Entre as monoporções, as embalagens de 40 gramas ganharam 4,2% em importância, enquanto as de 70 gramas avançaram 0,4%.

O comportamento do consumidor indica maior racionalização dos gastos com produtos básicos, combinada à manutenção da disposição para adquirir itens de maior valor agregado quando há benefícios percebidos que justifiquem o preço. A busca por economia passa a integrar uma estratégia mais permanente de compra, sem eliminar a demanda por produtos indulgentes. O mercado apresenta, dessa forma, equilíbrio entre preço e valor percebido. Embora o volume tenha recuado em diversas categorias, o faturamento avançou, sustentado pela combinação de inovação, diversificação de portfólio e procura por produtos de maior valor agregado. A Abimapi representa mais de 110 empresas do setor de alimentos, responsáveis por cerca de 80% do mercado. Segundo a entidade, os produtos das categorias representadas estão presentes em 100% dos lares brasileiros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.