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17/Aug/2026

Preços do trigo firmes com restrições na oferta

O mercado físico de trigo segue com ritmo lento e reduzido volume de negócios, em um ambiente marcado pelo equilíbrio entre a pressão compradora das indústrias moageiras e a restrição da oferta de lotes com qualidade adequada à panificação. As margens apertadas nas vendas de farinha levam os moinhos a buscar preços menores para o cereal, enquanto a disponibilidade limitada permite aos vendedores manter as indicações atuais. No Paraná, as indicações dos moinhos no mercado spot variam de R$ 1.470,00 a R$ 1.500,00 por tonelada CIF, para entrega em agosto. As condições climáticas, com temperaturas elevadas e abafamento após episódios de chuva, provocaram focos pontuais de giberela e brusone em lavouras do norte do Estado. A paridade de importação do trigo argentino está próxima de US$ 300,00 por tonelada CIF. Considerando esse nível de preço, o cereal colocado nas indústrias chegaria entre R$ 1.580,00 e R$ 1.600,00 por tonelada CIF, mantendo o produto nacional competitivo diante da alternativa importada. Para o trigo da nova safra no Paraná, as indústrias indicam entre R$ 1.400,00 a R$ 1.430,00 por tonelada CIF, mas não há interesse de venda nesses níveis.

No Rio Grande do Sul, a comercialização do trigo disponível também ocorre de forma pontual. Os produtores mantêm pedidas entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada FOB, sustentadas pela baixa disponibilidade de lotes. Os moinhos indicam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.450,00 por tonelada CIF, com diferenciação conforme o padrão de qualidade do cereal. Para o trigo argentino, as indicações estão entre US$ 300,00 e US$ 305,00 por tonelada CIF Porto Alegre. No Estado, não foram registradas indicações para a nova safra. A preocupação com os possíveis efeitos das condições climáticas nas fases de floração e enchimento de grãos, sob influência do fenômeno El Niño, reduz a disposição dos produtores para antecipar contratos. O cenário mantém o mercado doméstico sustentado no curto prazo, com a baixa oferta de trigo disponível e as incertezas climáticas sobre a nova safra limitando o espaço para quedas mais expressivas nas cotações. Ao mesmo tempo, as margens reduzidas da indústria moageira seguem como fator de pressão sobre os preços, restringindo o ritmo de negócios. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.