07/Aug/2026
Segundo a SovEcon, as exportações de trigo da Rússia totalizaram 1,6 milhão de toneladas em julho, o menor volume para o mês desde a safra 2017/18. O resultado representa queda em relação aos 2,1 milhões de toneladas embarcados em julho do ano passado e corresponde a aproximadamente metade da média dos últimos cinco anos para o período, de 3,1 milhões de toneladas. O desempenho reflete a combinação de restrições à navegação no Mar de Azov, ataques à infraestrutura de exportação e enfraquecimento da demanda de importantes importadores, como Egito e Turquia.
A Turquia deverá registrar uma safra de trigo significativamente maior no ciclo 2026/27, reduzindo sua necessidade de importações. O Egito adquiriu volumes elevados do cereal durante o primeiro semestre e conclui a colheita doméstica, fatores que também limitaram a demanda pelo trigo russo. Diante desse cenário, a SovEcon reduziu, em julho, sua estimativa para as exportações russas de trigo na safra 2026/27, de 46,5 milhões para 44,6 milhões de toneladas, mantendo a avaliação de que o fechamento do Mar de Azov continuará restringindo o fluxo de embarques. Na Ucrânia, as exportações de trigo também perderam ritmo no início da nova temporada.
Os embarques alcançaram 1,1 milhão de toneladas em julho, com desaceleração na segunda quinzena do mês. Entre 1º e 17 de julho foram exportadas 700 mil toneladas, enquanto entre os dias 18 e 31 o volume caiu para 400 mil toneladas, redução de aproximadamente 30% no ritmo médio diário de embarques. Os ataques contínuos na região do Mar Negro seguem comprometendo a logística de exportação dos dois principais fornecedores de trigo da região, mantendo um ambiente de incerteza para o comércio internacional do cereal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.