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28/Jul/2026

RS: impactos do excesso de chuvas nas lavouras

Segundo a Emater-RS, as chuvas recentes no Rio Grande do Sul já provocaram perdas e dificuldades de manejo nas lavouras de trigo, mas o período de maior vulnerabilidade da cultura deve ocorrer a partir de agosto e setembro, quando as plantas avançam para as fases de floração e enchimento de grãos. A maior parte das lavouras ainda está em desenvolvimento vegetativo, fase considerada de menor risco e com maior capacidade de recuperação. Dessa forma, os danos observados até o momento estão relacionados principalmente ao excesso de água acumulada nas áreas cultivadas.

O elevado volume de chuvas provocou danos diretos em algumas regiões, com arraste de plantas e dificuldades para a execução das operações de manejo pelos produtores. O cenário ocorre após temporais que atingiram 207 municípios do Rio Grande do Sul na semana passada e diante da previsão de novas instabilidades com ventos e chuvas no Estado. Com a aproximação das fases de floração e enchimento de grãos, a preocupação passa a envolver não apenas o volume acumulado de precipitações, mas principalmente a combinação entre temperatura média e umidade elevada.

Essas condições podem dificultar o controle sanitário e favorecer o desenvolvimento de doenças nas plantas, como a giberela. Caso se confirmem previsões de maior umidade associada ao fenômeno climático El Niño entre setembro e novembro, em conjunto com uma possível redução da área cultivada, poderá haver impacto sobre a oferta nacional de trigo com qualidade industrial. O risco de comprometimento do potencial produtivo das lavouras também foi destacado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.