21/Jul/2026
Segundo a consultoria Argus, a Ucrânia deve produzir 24,1 milhões de toneladas de trigo na safra 2026/27. A projeção representa aumento de 2% em relação à safra 2025/26, quando a produção ficou próxima de 23,6 milhões de toneladas. O rendimento médio nacional ucraniano foi estimado em 4,73 toneladas por hectare, volume 6% superior à média dos últimos cinco anos. Nas regiões do sul do país, como Odessa e Mykolaiv, a produtividade deve superar a média de 3,9 toneladas por hectare registrada no ano anterior. Na região leste, a produção de Kharkiv deve ficar 11% acima da média de cinco anos, enquanto Dnipropetrovsk apresenta recuperação. Nas áreas central e oeste da Ucrânia, os volumes permanecem próximos dos maiores níveis recentes, favorecidos pelas condições de umidade do solo e pelo regime de chuvas.
Apesar da expectativa de recuperação da produção, a Argus aponta fatores de risco para a safra ucraniana. Períodos de frio no início de maio atrasaram o desenvolvimento das lavouras e a aplicação de fertilizantes. As chuvas de junho aumentaram os riscos de acamamento e ocorrência de doenças fúngicas, enquanto a redução do uso de nitrogênio nas regiões sul e leste pode comprometer a qualidade dos grãos. Na França, a produção de trigo é estimada em 32,3 milhões de toneladas, com redução da projeção após uma onda de calor de oito dias consecutivos em meados de junho, que afetou lavouras do norte do país durante a fase de enchimento dos grãos. O rendimento das áreas localizadas a leste de Paris pode ficar abaixo da média dos últimos sete anos.
O início da colheita em partes do norte francês estava previsto para ocorrer por volta de 10 de julho. Na Romênia, a produção foi estimada em aproximadamente 13,9 milhões de toneladas. O resultado é sustentado pelas chuvas registradas em maio e pelo derretimento da neve. As maiores produções são esperadas nas regiões leste e sudeste do país, incluindo Constanta, Ialomita e Calarasi. No sudoeste romeno, nas regiões de Teleorman, Dolj e Olt, a produtividade apresenta variações devido à distribuição irregular das chuvas. A colheita no país sofreu atraso de pelo menos duas semanas em razão das baixas temperaturas e da elevada umidade. Os produtores da Romênia priorizaram produtividade em detrimento da qualidade dos grãos diante do aumento dos custos de insumos, o que deve elevar a participação do trigo destinado à alimentação animal. A alta nos preços do diesel também contribuiu para o aumento dos custos de transporte no país. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.