06/Jul/2026
O mercado físico de trigo segue com ritmo de negócios reduzido no início de julho, em cenário típico de entressafra, com viés de baixa em função da demanda limitada e da manutenção de estoques confortáveis por parte dos moinhos da Região Sul do País. A combinação de oferta remanescente dos produtores e baixo giro de derivados na ponta final reduz a necessidade imediata de reposição, pressionando as cotações no mercado disponível. No Paraná, os preços nominais permanecem estáveis. O comportamento dos compradores é descrito como estratégico, com moinhos já abastecidos até agosto e atuando de forma pontual no spot para evitar pressão de alta nos preços.
No mercado disponível, as indicações seguem em R$ 1.450,00 por tonelada CIF, para entrega em julho, com valores de até R$ 1.470,00 por tonelada CIF para agosto, embora com baixa liquidez nas negociações. No mercado de importação, não há registro de chegada recente de trigo argentino ao Estado devido às limitações de qualidade do produto disponível no país vizinho. O Paraguai tem ofertado lotes com 11,5% de proteína, resultando em uma operação pontual a US$ 301,00 por tonelada, equivalente a R$ 1.570,00 por tonelada CIF.
Para a próxima safra, indústrias indicam R$ 1.400,00 por tonelada CIF, para entrega em agosto e pagamento em setembro, sem registro de fechamento de negócios, evidenciando baixa adesão dos vendedores às condições atuais. No Rio Grande do Sul, a retração da demanda dos moinhos tem provocado sucessivas quedas nas cotações nas últimas semanas. O preço do trigo no interior recuou de R$ 1.350,00 por tonelada em meados de junho para R$ 1.320,00 por tonelada e para R$ 1.300,00 por tonelada FOB agora. A menor demanda por farinha é apontada como principal fator de pressão, com compras apenas pontuais voltadas a oportunidades específicas.
As ofertas de venda também recuaram, situando-se entre R$ 1.330,00 e R$ 1.350,00 por tonelada FOB. No caso do trigo importado, não há previsão de novos embarques, enquanto estoques de trigo argentino já nacionalizados seguem disponíveis em Canoas, a cerca de US$ 300,00 por tonelada. Para a próxima safra, indústrias do Rio Grande do Sul indicam R$ 1.100,00 por tonelada FOB interior, patamar rejeitado pelos produtores, o que resulta na ausência de contratos antecipados no Estado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.