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08/Jun/2026

Preços do trigo estão firmes no mercado doméstico

A comercialização de trigo é lenta no mercado interno. Além de a indústria moageira estar coberta para o curto prazo, a oferta de lotes de maior qualidade é escassa, o que dá sustentação aos preços do grão nesse período de entressafra. No Paraná, as cotações internas oscilam pouco, influenciadas pelos preços firmes na Argentina, principal fornecedor de trigo para o Brasil.

O cereal argentino colocado no Paraná subiu de US$ 290,00 por tonelada em maio para US$ 300,00 por tonelada CIF agora. No spot, os moinhos indicam R$ 1.400,00 por tonelada, pagando pontualmente R$ 1.450,00 por tonelada CIF, enquanto os vendedores indicam R$ 1.500,00 por tonelada. Em relação às negociações da nova safra, os moinhos paranaenses indicam entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 por tonelada FOB, para embarque em setembro, mas os produtores indicam R$ 1.500,00 por tonelada FOB.

No Rio Grande do Sul, com o encerramento da colheita de soja a comercialização de trigo foi retomada, mas o feriado prolongado de Corpus Christi (04/06) afastou os moinhos do mercado. As indústrias estão com moagem atendida para junho e parte de julho. Os moinhos estão voltados para compras e embarques da segunda quinzena de julho e agosto. Apesar da lentidão no spot, os preços estão em alta pela segunda semana consecutiva pela falta de trigo nacional de qualidade, saindo de R$ 1.330,00 por tonelada CIF junho na semana anterior, para R$ 1.350,00 por tonelada FOB, para embarque em julho.

Os vendedores indicam R$ 1.450,00 por tonelada FOB no interior. O trigo argentino importado repete a firmeza e chega cotado a US$ 300,00 por tonelada CIF em Canoas. Em relação às negociações da nova safra, os exportadores indicam entre R$ 1.250,00 e R$ 1.270,00 por tonelada CIF Porto de Rio Grande, enquanto moinhos indicam R$ 1.100,00 por tonelada FOB, no interior. A retração na área plantada e o menor uso de tecnologia reduzem o potencial produtivo nacional, o que forçará o Brasil a importar volumes expressivos neste ano, consolidando os preços domésticos na paridade de importação ao longo do próximo ciclo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.