18/May/2026
O mercado físico de trigo apresenta um cenário de firmeza e maior atividade, impulsionado pela necessidade da indústria de recomposição de estoques para os meses de junho e julho. A escassez de lotes que atendam aos rigorosos requisitos técnicos da panificação transferiu o poder de negociação para os produtores que ainda detêm trigo de alta qualidade. No Paraná, o ritmo de a comercialização aumentou. No interior do Estado, negócios são feitos entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada FOB, para retirada em junho, dependendo da localidade. Os produtores se posicionam de forma firme para valores acima de R$ 1.400,00 por tonelada. Os moinhos já estão abastecidos para maio e agora focam as compras para junho e julho. O trigo argentino (negociado previamente) chega ao Porto de Paranaguá entre US$ 290,00 e US$ 295,00 por tonelada CIF.
No Rio Grande do Sul, o mercado está mais aquecido, com destaque para o prêmio pago pela qualidade. Os moinhos entraram com mais força de compra e quem tem trigo de qualidade consegue preços mais altos. Na Região de Vacaria, há registro de negócios entre R$ 1.470,00 e R$ 1.500,00 por tonelada CIF dentro da indústria. A alta dos preços reflete a dificuldade de encontrar grãos que entreguem a proteína funcional necessária para as massas de panificação. No caso do trigo argentino, os preços estão entre US$ 290,00 e US$ 300,00 por tonelada CIF para o cereal entregue em Porto Alegre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.