11/May/2026
O mercado físico de trigo no Brasil apresenta desaceleração nas negociações após as altas registradas em abril, em um ambiente marcado por menor liquidez e disputa entre produtores e moinhos na Região Sul do País. A indústria segue priorizando grãos com maior força de glúten e estabilidade, necessários para atender aos padrões da panificação brasileira. Ao mesmo tempo, os produtores permanecem retendo lotes de melhor qualidade, sustentando as pedidas no mercado interno. Com o abastecimento imediato garantido, os moinhos passaram a adotar postura mais cautelosa nas compras, aguardando novas definições de preços para negociações envolvendo o mês de junho. No Paraná, a escassez de oferta continua sendo o principal fator de sustentação do mercado.
As indicações de compra dos moinhos giram ao redor de R$ 1.400,00 por tonelada CIF, para entrega em junho. Na ponta vendedora, produtores e detentores de lotes ofertam trigo entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 por tonelada FOB, com retirada nas propriedades rurais. Parte dos produtores ainda está concentrada na finalização do beneficiamento de sementes e no encerramento da colheita de verão, o que reduz a disponibilidade de produto para negociação. No segmento importado, o trigo argentino chega ao Porto de Paranaguá (PR) com cotação ao redor de US$ 280,00 por tonelada CIF, embora as operações também ocorram em ritmo reduzido.
No Rio Grande do Sul, o mercado perdeu tração após uma rodada mais intensa de compras na semana anterior. Os moinhos já estão abastecidos para todo o mês de maio e com aproximadamente metade das necessidades de junho previamente adquiridas. Com maior conforto nas escalas de abastecimento, a indústria mantém indicações de R$ 1.300,00 por tonelada FOB no interior, sem urgência para novas aquisições. Os produtores, por outro lado, seguem sustentando pedidas a partir de R$ 1.350,00 por tonelada FOB, limitando o fechamento de novos negócios. No mercado de importação, um navio carregado com trigo argentino deve atracar no Porto de Canoas (RS) nos próximos dias. O cereal nacionalizado é cotado a US$ 290,00 por tonelada CIF. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.