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28/Apr/2026

Preços do trigo sustentados por restrição na oferta

No mercado de trigo em grão, os preços seguem firmes. A sustentação vem da oferta restrita neste período de entressafra, da menor disposição dos vendedores para negociar os volumes remanescentes e da necessidade de reposição por parte das moageiras. Nos últimos sete dias, as cotações no mercado de balcão (preço pago ao produtor) registram alta de 1,3% no Rio Grande do Sul e se mantêm estáveis no Paraná e em Santa Catarina. No mercado de lotes (negociações entre empresas), as altas são de 1,43% no Rio Grande do Sul, de 0,34% no Paraná e de 0,23% em Santa Catarina, enquanto em São Paulo há recuo de 0,4%. Nos Estados Unidos, os futuros do trigo são sustentados pelo agravamento da seca no sul das Grandes Planícies, principal região produtora de trigo de inverno do país.

Segundo o Monitor de Seca dos Estados Unidos, até 21 de abril, 70% da área cultivada com trigo apresentava algum nível de seca, ante 33% no mesmo período do ano passado. Quanto às condições das lavouras, dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 20 de abril indicam que 30% das áreas de trigo de inverno estavam entre boas e excelentes, queda de 4% frente à semana anterior e de 15%na comparação anual. Na Bolsa de Chicago, o contrato Maio/26 do trigo Soft Red Winter apresenta avanço de 2,9% nos últimos sete dias, cotado a US$ 6,08 por bushel (US$ 223,49 por tonelada). Na Bolsa de Kansas, o contrato Maio/26 do trigo Hard Winter tem alta de 3,5% no mesmo período, a US$ 6,59 por bushel (US$ 242,14 por tonelada).

Na Argentina, os preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia têm recuo de 0,9% nos últimos sete dias, a US$ 227,00 por tonelada. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicou, em relatório divulgado no dia 22 de abril, que a área semeada com trigo na temporada 2026/27 deve cair 3% frente à safra 2025/26, para 6,5 milhões de hectares, embora permaneça 2,8% acima da média das últimas cinco safras. O cenário reúne fundamentos climáticos favoráveis, com boa umidade do solo, mas enfrenta limitações econômicas, especialmente pelos elevados custos de insumos, com destaque para a ureia, fator que pode restringir tanto a área final quanto o nível tecnológico empregado. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.