25/Mar/2026
Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), os moinhos brasileiros devem ampliar as importações de trigo, com volume estimado entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas, para compensar a queda na qualidade do cereal produzido na Argentina, principal fornecedor do Brasil. Apesar de a safra argentina ter alcançado cerca de 27 milhões de toneladas, o produto apresenta padrão inferior em função de condições climáticas irregulares ao longo do ciclo, o que exige ajustes no mix de matéria-prima utilizado pela indústria nacional.
O aumento das importações reforça o peso do trigo na estrutura de custos do País, mantendo o cereal como um dos principais itens de impacto na balança de insumos agrícolas. Como estratégia de redução da dependência externa, o setor aponta a expansão da produção no Centro-Oeste e o avanço da triticultura tropical como caminhos relevantes. A ampliação da oferta interna pode contribuir para maior estabilidade no abastecimento, embora a necessidade de importações deva persistir mesmo em cenários de maior autossuficiência.
Além das limitações produtivas, gargalos estruturais continuam sendo apontados como entraves ao desenvolvimento do setor. Deficiências logísticas e de armazenagem reduzem a capacidade de aproveitar oportunidades de mercado, enquanto custos tributários elevam a pressão sobre a rentabilidade da indústria moageira. O aumento dos custos operacionais e da matéria-prima tende a ser repassado ao longo da cadeia, com impacto sobre o preço da farinha e dos derivados, contribuindo para pressões inflacionárias nos alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.