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24/Mar/2026

Preços do trigo sustentados no mercado doméstico

Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, impulsionados por oferta restrita durante a entressafra e demanda ativa de compradores. Produtores priorizam a colheita da soja, reduzindo disponibilidade no spot e elevando os valores pedidos, enquanto agentes comerciais buscam recompor estoques, aceitando pagar preços mais elevados por novos lotes. No Paraná, o preço médio é de R$ 1.251,47 por tonelada, o maior nível desde outubro de 2025.

No Rio Grande do Sul, a média é de R$ 1.107,94 por tonelada, a mais elevada desde o mesmo período. Em São Paulo, o valor chega a R$ 1.353,20 por tonelada, e em Santa Catarina a R$ 1.218,63 por tonelada, ambos patamares recordes recentes para as respectivas regiões. Nos últimos sete dias, no mercado de balcão (preço pago ao produtor), os preços têm alta de 1,03% no Paraná e 0,82% em Santa Catarina, permanecendo estáveis no Rio Grande do Sul.

No mercado de lotes (negociação entre empresas), a valorização é de 2,63% no Paraná, 2,57% em São Paulo, 1,37% no Rio Grande do Sul e 0,22% em Santa Catarina. Nos Estados Unidos, os contratos de trigo estão pressionados. Na Bolsa de Chicago, o contrato Maio/2026 do trigo Soft Red Winter registra baixa de 3% nos últimos sete dias, cotado a US$ 5,95 por bushel (US$ 218,72 por tonelada), enquanto o trigo Hard Winter em Kansas registra recuo de 3,8%, a US$ 6,06 por bushel (US$ 222,76 por tonelada). A realização de lucros e previsões de chuvas nas regiões produtoras pressionaram os preços.

Apesar disso, o clima seco nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos mantém preocupação. Até 17 de março, 55% da produção estava afetada por algum grau de estiagem, percentual superior aos 23% do mesmo período de 2025. Na Argentina, os preços FOB apresentam alta de 1,87% nos últimos sete dias, a US$ 218,00 por tonelada, refletindo oferta mais restrita e demanda estável. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.