23/Mar/2026
Na Região Sul do Brasil, o mercado de trigo apresenta viés de alta nos preços, impulsionado pela restrição na oferta de grão de qualidade e pelo direcionamento logístico para a colheita da soja. No Paraná, a disponibilidade de trigo com padrão superior é limitada, após forte comercialização ao longo da safra, reduzindo os volumes remanescentes no mercado. Nesse contexto, moinhos têm aceitado pagar entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada CIF para lotes com entrega imediata. Apesar da firmeza nos preços, há sinais de desaceleração na demanda por derivados, com indústrias solicitando adiamento de entregas em função de estoques elevados, indicando menor ritmo de escoamento de farinha e produtos como biscoitos. No mercado externo, a oferta de trigo paraguaio de melhor qualidade está praticamente esgotada, enquanto o produto argentino perde competitividade em função de menor teor de proteína nos lotes disponíveis.
No Rio Grande do Sul, as negociações ocorrem de forma pontual, com a indústria adquirindo volumes limitados para manutenção das operações no curto prazo. Os preços no interior avançaram para cerca de R$ 1.150,00 por tonelada FOB, refletindo a redução da oferta e o menor interesse dos vendedores, que priorizam a comercialização e logística da soja. As indicações de venda no Estado alcançam aproximadamente R$ 1.250,00 por tonelada CIF, com disponibilidade ainda considerada suficiente para atender à demanda até os próximos meses, apesar da menor liquidez no mercado. No abastecimento externo, observa-se substituição do trigo argentino pelo produto uruguaio, com embarques recentes direcionados ao Sul do País, mantendo níveis de preços semelhantes e maior padrão de qualidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.