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19/Mar/2026

Conab quer reforçar estoques e apoiar comercialização

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) solicitou suplementação orçamentária de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para reforçar as políticas de formação de estoques públicos e apoio à comercialização de produtos agrícolas em 2026. Do total demandado, cerca de R$ 1,17 bilhão seriam destinados à aquisição e formação de estoques de arroz, milho e trigo. Outros R$ 319 milhões seriam voltados a instrumentos de apoio à comercialização, incluindo arroz, trigo, suco de uva e cacau. Segundo a estatal, os mecanismos são considerados essenciais em momentos de desorganização temporária do abastecimento e de choques de mercado. A formação de estoques públicos, nesse contexto, atua como ferramenta para mitigar pressões inflacionárias e preservar o poder de compra da população. A proposta ocorre em um cenário de preços deprimidos para diversos produtos agrícolas.

A avaliação técnica indica que a ausência de intervenção pode resultar em queda adicional da renda dos produtores, retração de área plantada nas próximas safras, desorganização das cadeias produtivas e maior volatilidade futura dos preços ao consumidor. Para 2026, o orçamento destinado à formação de estoques é de R$ 201,5 milhões, valor considerado insuficiente frente à necessidade estimada de quase R$ 1,4 bilhão apenas para recomposição de estoques, com destaque para o milho, utilizado no abastecimento de pequenos criadores. No caso do arroz, a Conab propõe aporte adicional de R$ 500 milhões para aquisição de até 360 mil toneladas, diante de um cenário de excedente produtivo e preços abaixo do mínimo oficial. A estratégia busca reequilibrar oferta e demanda e dar sustentação às cotações no mercado interno.

Para o trigo, o pedido inclui R$ 400 milhões para compra de cerca de 300 mil toneladas e R$ 120 milhões para apoio ao escoamento, em um ambiente de elevada oferta global e doméstica. Para o cacau, a demanda é de R$ 120 milhões para operações que podem alcançar 30 mil toneladas, enquanto o suco de uva demandaria R$ 15 milhões para viabilizar o escoamento de 3,5 milhões de litros. A estatal também prevê recursos adicionais para operações de escoamento de arroz, com foco na recomposição gradual dos preços e na redução de perdas aos produtores, em meio à pressão exercida pelos excedentes da safra anterior. A definição sobre o atendimento do pedido ainda está em análise no governo federal, diante dos impactos fiscais e da necessidade de coordenação das políticas agrícolas. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.