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10/Mar/2026

SP: projeção indica redução de área na safra 2026

Segundo avaliação da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, a área plantada com trigo no estado de São Paulo deve apresentar retração na safra de 2026. A expectativa reflete principalmente o cenário internacional de ampla oferta e preços pressionados, que tem influenciado o planejamento dos produtores para a próxima temporada. A conjuntura global do mercado de trigo tende a reduzir o incentivo ao cultivo do cereal no Estado. Apesar disso, o trigo segue apresentando boa liquidez na indústria de moagem paulista e mantém importância agronômica no sistema produtivo, contribuindo para o manejo e a produtividade de culturas como a soja. Relatos apresentados durante reunião do setor indicam redução significativa de área em algumas cooperativas.

A Capal Cooperativa Agroindustrial projeta queda de aproximadamente 20% na área plantada, diante de riscos climáticos e incertezas econômicas. Segundo o coordenador técnico da cooperativa, Airton Rodrigues, o produtor enfrenta desafios relacionados ao clima e à rentabilidade, fatores que afetam a viabilidade do cultivo. Na Cooperativa Castrolanda, a área de trigo pode recuar de 5.700 para 4.590 hectares. Parte dessa redução é atribuída ao atraso na colheita da soja, que impacta o calendário das culturas de inverno e pressiona a situação financeira dos produtores. Por outro lado, algumas regiões devem manter estabilidade. A Cooperativa Holambra projeta manutenção de cerca de 25 mil hectares de trigo, embora planeje ampliar significativamente a área de cevada, que pode passar de 2 mil para 5 mil hectares.

Outras cooperativas também destacam fatores que pressionam os custos de produção, como o impacto geopolítico sobre os preços de fertilizantes nitrogenados e combustíveis. Na Cooperativa Agroindustrial de Capão Bonito, por exemplo, o alongamento do ciclo da soja levou parte dos produtores a priorizar o milho 2ª safra tardio, mantendo a área de trigo próxima de 4 mil hectares. O cenário indica que decisões de plantio na safra de inverno devem continuar sensíveis às condições de mercado, custos de produção e calendário das culturas de verão, fatores que seguem determinando a competitividade do trigo frente a alternativas como milho 2ª safra e cevada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.