06/Mar/2026
Segundo a StoneX, a produção de trigo da Argentina está estimada em 27,8 milhões de toneladas e o país tem ampliado sua presença em mercados internacionais, incluindo destinos tradicionalmente atendidos por outros exportadores. Entre os avanços recentes, destaca-se a primeira venda de trigo argentino para a China, com embarques que totalizaram 380 mil toneladas. O cereal também tem ampliado competitividade em mercados asiáticos como Indonésia, Vietnã e Bangladesh, movimento favorecido por descontos nos preços associados, em parte, a questões relacionadas à qualidade do grão. No mercado brasileiro, as importações de trigo argentino somam entre 800 mil e 900 mil toneladas no início do atual ano comercial, volume inferior à média histórica para o período. Mesmo com menor fluxo inicial, o cereal argentino continua exercendo papel relevante na formação de preços no mercado doméstico, especialmente como referência para o trigo de qualidade importada.
Para a próxima safra brasileira, a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento indica possibilidade de redução de 10% na área cultivada. O recuo potencial está associado ao menor estímulo econômico para o produtor, sobretudo no Rio Grande do Sul, onde os preços considerados menos atrativos e o nível de capitalização dos agricultores influenciam as decisões de plantio. Além das condições de mercado, fatores macroeconômicos também devem influenciar o comportamento das cotações ao longo do ciclo, incluindo a volatilidade cambial e o ambiente político associado ao ano eleitoral. Apesar da diversificação das origens, a Argentina deve permanecer como principal fornecedora de trigo para o Brasil devido às paridades de importação. Em alguns casos, pode haver maior presença de trigo dos Estados Unidos ou do Canadá para atender exigências específicas de qualidade, embora sem expectativa de grandes volumes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.