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02/Mar/2026

M. Dias Branco: resultado do 4º trimestre de 2025

A fabricante de alimentos M. Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 158 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado é 11% menor na comparação com igual período de 2024, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 176,5 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 279 milhões, recuo de 21% frente aos R$ 355,3 milhões do quarto trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 10,3% no período, ante 14,3% de um ano antes, queda de 4 pontos porcentuais em um ano. A receita líquida cresceu 9% na mesma base comparativa, alcançando R$ 2,721 bilhões, ante R$ 2,489 bilhões do quarto trimestre de 2024. O volume vendido no quarto trimestre do ano passado atingiu 475 mil toneladas, alta de 10% em relação a igual período do ano anterior. No último trimestre, a receita líquida de produtos principais da empresa (biscoitos, massas e margarinas) apresentou alta de 9,6%, para R$ 2,1 bilhões.

A receita líquida do segmento de moagem e refino de óleos (farinhas, farelo e gorduras industriais) subiu 6,9%, para R$ 472,1 milhões. O segmento de adjacências (bolos, snacks, misturas para bolos, torradas, saudáveis, molhos e temperos) teve receita líquida 13,8% superior, para R$ 148,6 milhões. A M. Dias Branco registrou alta nos seus principais indicadores financeiros no acumulado de 2025. O lucro líquido de R$ 660 milhões no ano é 2% maior na comparação ante 2024, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 646 milhões. A receita líquida cresceu 8% na comparação anual, alcançando R$ 10,4 bilhões em 2025, ante 9,663 bilhões de 2024. O resultado é atribuído pela empresa ao fortalecimento da redistribuição dos investimentos em marketing e trade marketing da M.Dias e da recuperação dos resultados em mercados chave e com alto potencial de crescimento, como o estado de São Paulo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em contrapartida, atingiu R$ 1,1 bilhão, recuo de 8% frente ao R$ 1,198 bilhão do ano anterior.

"Essa queda se relaciona com dois fatores: tivemos bônus em 2025 porque atingimos as metas e uma redução de custo e de preço. A última acabou sendo mais representativa que a dos custos", explicou o diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da companhia, Fabio Cefaly. A margem Ebitda ficou em 10,6%, ante 12,4% de um ano antes, queda de 1,8%. "Projetamos 2025 como um ano de recuperação. A receita já começou a dar sinais positivos. O Ebitda foi bom, mas ainda não veio. Mas devemos ver uma redução de custos ao longo dos próximos meses", disse Cefaly. No último ano, a receita líquida de produtos principais da empresa (biscoitos, massas e margarinas) cresceu 7,3%, para R$ 8,07 bilhões. A receita líquida do segmento de moagem e refino de óleos (farinhas, farelo e gorduras industriais) aumentou 10,2%, para R$ 1,83 bilhão. O segmento de adjacências (bolos, snacks, misturas para bolos, torradas, saudáveis, molhos e temperos) acumulou a maior alta, de 12,1% em relação ao ano anterior, para R$ 540,1 milhões.

A participação de mercado da companhia cresceu nos segmentos de biscoitos, massas e farinha em 2025 contra 2024. Em biscoitos, o market share da M. Dias passou de 31,4% em 2024 para 31,8% em 2024. Em massas, a participação da companhia saiu de 28,4% em 2024 para 27,5% ao fim de 2025, enquanto em farinha cresceu de 11,1% para 12,2% em um ano. "Retomamos o crescimento dos volumes e a receita líquida cresceu em todos os trimestres na comparação com o ano anterior, dando início à recuperação do market share nas principais categorias", disse a companhia, em comunicado aos investidores. No ano, a empresa investiu R$ 291,2 milhões, montante 4,3% inferior aos aportes de 2024. A mudança no mix de vendas e a valorização do óleo de palma provocaram um leve impacto desfavorável nos custos da M. Dias Branco em 2025. Isso porque o forte desempenho do segmento de Food Service, que inclui margarinas e gorduras, aumentou a relevância do óleo de palma na composição total de custos da companhia, disse o diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da companhia, Fabio Cefaly.

"O óleo de palma acabou pesando um pouco mais nos custos totais em 2025. Isso tem relação direta com o crescimento de volume bem forte em margarinas e gorduras", explicou Cefaly. O executivo pontuou que, embora a categoria tenha impulsionado a receita, a alta do preço do insumo em comparação com 2024 causou um "leve descasamento" na análise de margens. Segundo resultados financeiros da M.Dias, em 2025, o Custo dos Produtos Vendidos apresentou aumento de 11,4%, pressionado principalmente pela elevação dos custos de matéria-prima. O aumento decorreu sobretudo pela elevação do custo do óleo de palma, influenciado pela alta de 9% no preço da commodity em dólar, pela desvalorização do real frente à moeda norte-americana (média de 4%) e pelo maior volume vendido de margarinas e gorduras, que cresceu 21,4% no período. Fonte: Broadcast Agro.