02/Mar/2026
A diretoria da M. Dias Branco projeta um cenário otimista para o volume de vendas em 2026, sustentado por mudanças macroeconômicas e o calendário de eventos. Segundo o diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da companhia, Fabio Cefaly, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda deve liberar renda disponível que será canalizada para o consumo de categorias resilientes. "Uma parcela grande da população, principalmente no Nordeste, vai se beneficiar. Acreditamos que boa parte desses recursos deve ir para o consumo", afirmou o executivo. O vice-presidente de Investimentos e Controladoria, Gustavo Theodozio, reforçou o otimismo. Segundo o executivo, cerca de 85% das famílias do Nordeste, o principal mercado da companhia, ganham menos de R$ 5 mil e serão afetadas positivamente pela isenção.
Além disso, Theodozio destacou que fatores sazonais e extraordinários devem ajudar as margens da companhia. "Temos também eleição e Copa do Mundo em 2026, que movimenta a categoria de snacks, o que ajuda muito. Olhando para o ano, a companhia está bem otimista em relação aos volumes", disse Theodozio. A redução nos preços internacionais do trigo e a valorização do Real começaram a afetar a estrutura de custos, com efeitos mais visíveis esperados para o início de 2026. Gustavo Theodozio, explicou que, devido à estratégia de estocagem e hedge, os ganhos de custo levam tempo para transitar pelo demonstrativo de resultados. "Esse ganho de custo ainda vai acontecer ao longo de 2026, já ali no primeiro trimestre", afirmou o executivo. O diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da M.Dias, Fabio Cefaly, esclareceu que a queda no preço da commodity também explica a redução recente nas subvenções para investimentos.
Ele contou que a subvenção é baseada no consumo de trigo para a produção; logo, quando o preço do insumo cai, o valor nominal da subvenção também recua, o que pode gerar um impacto contábil temporário na margem bruta. "Não há nada estruturalmente diferente. A queda do preço do trigo impacta primeiro a subvenção e depois o nosso custo, porque transita no resultado no momento da produção", explicou Cefaly. Theodozio acrescentou que a política de hedge através de estoques tem se mostrado eficiente, com custos de aquisição internos melhores do que a média do mercado. Além do fator commodity, os executivos mencionaram que o quarto trimestre tradicionalmente apresenta um nível de produção menor devido às férias e à sazonalidade do período, mas que a execução comercial renovada deve sustentar a rentabilidade nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro.