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28/Jan/2026

Ampla oferta global limita altas de preço em 2026

Segundo a StoneX, o mercado internacional de trigo opera em queda, pressionado por uma disponibilidade confortável do cereal nas principais regiões produtoras do mundo. O cenário de mercado bem abastecido deve atuar como um teto para as cotações, impedindo altas sustentadas no curto prazo. A ampla oferta de trigo no mundo tem exercido influência direta sobre o complexo de grãos, ajudando a manter o milho também sob pressão na Bolsa de Chicago. A Argentina alcançou um recorde histórico de produção, totalizando 27,8 milhões de toneladas, segundo dados da Bolsa de Buenos Aires.

O cereal argentino tem conseguido alcançar vários mercados, competindo mais diretamente com a Rússia. Além disso, a oferta expressiva contribui para preços mais baixos no Brasil. No Hemisfério Norte, o Canadá também apresenta uma performance robusta, com uma colheita próxima de 40 milhões de toneladas. Somada à produção da França, estimada em 33,4 milhões de toneladas, a oferta desses grandes players contribui para uma relação estoque/uso mundial bastante confortável, o que atua como um teto para os preços internacionais.

A Rússia também deve colher volumes expressivos nas safras 2026/2027 e 2027/2028. No Brasil, o setor deve ter custos mais previsíveis no primeiro trimestre do ano. O balanço global bem abastecido favorece o abastecimento interno, uma vez que a ausência de altas expressivas nas bolsas internacionais retira a pressão sobre os preços de importação. Com a menor produção na safra 2025/2026, há uma tendência de aumento da dependência externa. A indústria de moagem e massas deve monitorar continuamente os fundamentos globais para aproveitar janelas de oportunidade. Pelo lado da demanda, as negociações domésticas estão lentas, com moinhos abastecidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.