27/Jan/2026
mercado de trigo vem encerrando o primeiro mês de 2026 ainda em ritmo lento. Os produtores seguem focados na colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) e no cultivo das lavouras da 2ª safra de 2026, enquanto os compradores se mostram presentes apenas para a renovação parcial de estoques. Nem mesmo as negociações externas reagiram, com importações e exportações inferiores às de janeiro/2025. De modo geral, os vendedores negociam em situações pontuais, de acordo com a necessidade de “fazer caixa” e/ou liberar espaço nos armazéns. Do lado da demanda, agentes indicam já estar abastecidos, com volumes remanescentes e por meio de contratos previamente firmados para janeiro e fevereiro, o que restringe ainda mais a procura no spot no curto prazo. Nos últimos sete dias, no mercado de balcão (preço pago ao produtor), os preços apresentam alta de leve 0,17% no Rio Grande do Sul, mas baixa de 0,12% no Paraná e de 0,61% em Santa Catarina.
No mercado de lotes (negociações entre empresas), a alta é de 1,87% no Paraná, mas quedas de 3,48% em Santa Catarina, de 0,76% em São Paulo e de 0,42% no Rio Grande do Sul. Em janeiro, a média do trigo no Rio Grande do Sul está em R$ 1.049,04 por tonelada, aumento de 1,2% frente à média de dezembro/2025, mas recuo de 16,2% em relação à de janeiro/2025, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média está em R$ 1.180,07 por tonelada na parcial de janeiro, quedas mensal de 0,3% e anual de 15,1%, para o patamar mais baixo, em termos reais, desde outubro/2023. Em São Paulo, a média de janeiro está em R$ 1.259,90 por tonelada, avanço de 0,6% frente à de dezembro, mas retração de 19,7% sobre janeiro/2025. Em Santa Catarina, a média é de R$ 1.168,32 por tonelada, respectivos recuos de 0,8% e 17,6% e a menor desde março/2018.
Na Argentina, o Ministério da Agroindústria informa que os preços FOB registram recuo de 0,5% nos últimos sete dias, para US$ 208,00 por tonelada. Na Bolsa de Chicago, o primeiro vencimento (Março/2026) do trigo Soft Red Winter tem avanço de 3,7% nos últimos sete dias, a US$ 5,29 por bushel (US$ 194,54 por tonelada). Na Bolsa de Kansas, o mesmo vencimento do trigo Hard Red Winter apresenta alta de 4,5%, a US$ 5,40 por bushel (US$ 198,64 por tonelada). O impulso vem dos altos volumes exportados do cereal norte-americano, da previsão de tempestade de neve severa sobre as regiões produtoras de trigo do Hemisfério Norte e da desvalorização do dólar. O primeiro vencimento do Soft Red Winter registra média de US$ 5,13 por bushel (US$ 188,82 por tonelada) no mês de janeiro, 1,82% abaixo da média de dezembro/2025. Para o Hard Winter, a média mensal, de US$ 5,24 por bushel (US$ 192,81 por tonelada), fica 0,93% acima.
Na Argentina, o preço médio FOB do Ministério da Economia é de US$ 208,50 por tonelada em janeiro, leve 0,06% abaixo do valor de dezembro/2025. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana de janeiro, o Brasil havia importado 293,88 mil toneladas de trigo, contra 717,03 mil toneladas em todo o mês de janeiro/2025. A média diária de importações está em 26,72 mil toneladas, 18% abaixo da de um ano atrás. Os preços de importação do cereal têm média de US$ 213,80 por tonelada FOB origem, 7,1% inferiores aos do mesmo período de 2025 (US$ 230,10 por tonelada). As exportações, por sua vez, somaram 172,48 mil toneladas em 11 dias úteis, contra 551,67 mil toneladas em janeiro do ano passado. A média diária está em 15,68 mil toneladas, 37,5% inferior à de janeiro/2025. O preço médio de exportação está em US$ 244,30 por tonelada, 1,1% abaixo do preço médio de janeiro/2025. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.