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21/Jan/2026

Rússia: preço interno pressionado pela ampla oferta

Segundo relatório da consultoria SovEcon, os preços domésticos do trigo na Rússia caíram para o nível mais baixo em 18 meses, pressionados pela ampla oferta em regiões distantes dos portos e pela demanda relativamente fraca. Em 14 de janeiro, o preço médio do trigo de quarta classe (12,0-12,5% de proteína) na Rússia Europeia recuou para US$ 165,00 por tonelada, ante US$ 166,26 por tonelada na semana anterior e US$ 167,53 por tonelada há um mês. Este é o menor nível desde julho de 2024. A oferta permanece robusta, especialmente nas regiões do Volga e Central, que registraram grandes colheitas. Nestas localidades, as cotações recuaram US$ 5,06 por tonelada no último mês, para US$ 145,40 por tonelada e US$ 147,93 por tonelada, respectivamente.

A situação é descrita como desafiadora para os agricultores, agravada pela lentidão nas operações ferroviárias que dificulta o escoamento. A demanda de exportadores diminuiu visivelmente em comparação com o fim do ano passado, resultando em um ritmo lento de embarques. Nas duas primeiras semanas de janeiro, a Rússia exportou 700 mil toneladas de trigo, volume inferior às 800 mil toneladas registradas um ano antes e bem abaixo da média de cinco anos para o período, que é de 1,3 milhão de toneladas. O ritmo também desacelerou entre os concorrentes: a União Europeia embarcou cerca de 300 mil toneladas na primeira metade do mês (ante 600 mil toneladas no ano anterior), enquanto a Ucrânia exportou 300 mil toneladas.

No cenário internacional, grandes importadores aguardam novas quedas de preço diante da entrada da safra do Hemisfério Sul. A agência estatal da Argélia (OAIC) comprou entre 600 mil e 720 mil toneladas em leilão no dia 19 de janeiro, entre US$ 253,00 e US$ 254,00 por tonelada (C&F). A expectativa é que uma parcela significativa desse volume venha da Argentina, onde os preços de exportação estão nas mínimas de vários anos, oscilando entre US$ 205,00 e US$ 210,00 por tonelada, pressionados por uma safra recorde. Internamente, os altos estoques detidos pelos consumidores russos continuam como um fator baixista adicional, limitando os lances de compra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.