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20/Jan/2026

Movimentação de preços na 1ª quinzena de janeiro

Segundo o Itaú BBA, a primeira quinzena de 2026 foi marcada por preços estáveis do trigo no Rio Grande do Sul, e um leve aumento no Paraná, de 0,2%. A demanda interna pelo cereal segue enfraquecida. No entanto, chama atenção as exportações em dezembro/2025, que foram firmes, principalmente com origem do Rio Grande do Sul, alcançando 677 mil toneladas. O volume foi 482% superior a novembro de 2025 e 96% ao mesmo período do ano passado. Os principais destinos do trigo brasileiro foram Bangladesh e Vietnã. Em relação à finalização da colheita da safra 2025, confirmou-se a menor área plantada de 2,4 milhões de hectares, queda de 20% em relação à safra anterior.

As boas condições climáticas, porém, favoreceram a produtividade (+26%) e resultaram em volume 0,9% superior na temporada, totalizando 7,9 milhões de toneladas. A qualidade do trigo é considerada boa no geral, apesar de relatos pontuais de problemas com as chuvas ao final da colheita. Após a consolidação da colheita, a expectativa é de retomada do ritmo de negócios a partir desta segunda quinzena de janeiro, com uma recuperação da demanda dos moinhos após o período de final de ano. Apesar da sazonalidade indicar uma tendência mais positiva para os preços neste início de ano, com retomada de demanda dos moinhos, os fundamentos de mercado não devem garantir grandes altas no preço do trigo, com estoques domésticos confortáveis e devido à pressão da oferta global.

As incertezas com relação à qualidade do trigo argentino também dão suporte ao mercado interno. No mercado internacional, os preços em dezembro permaneceram pressionados pela ampla oferta global. Na Bolsa de Chicago, o soft recuou 1,8% em relação a novembro, fechando a US$ 5,24 por bushel e em Kansas, o primeiro vencimento do trigo Hard Winter recuou 0,4% e fechou a média de US$ 5,19 por bushel. Apesar de 2025 ter terminado com contratos em baixa, a houve avanço nesse início de 2026 devido ao maior risco de tensão entre Rússia e Ucrânia, ao tempo seco e à expectativa de menor área de inverno nos Estados Unidos. O contrato passou de US$ 5,07 por bushel no último dia de 2025 para US$ 5,17 por bushel em 12 de janeiro.

Na Bolsa de Kansas, o primeiro vencimento saiu de US$ 5,14 por bushel para US$ 5,30 por bushel na mesma comparação. Porém, após a divulgação dos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços voltaram a cair, em 14 de janeiro e fecharam a US$ 5,12 por bushel na Bolsa de Chicago, e US$ 5,22 por bushel na Bolsa de Kansas. O USDA divulgou as estimativas atualizadas em janeiro, revisando para cima a produção e os estoques globais de trigo para 2025/2026. A produção é estimada em 842,17 milhões de toneladas, alcançando recorde e alta de 5,2% em relação à 2024/2025.

Do lado do consumo, o aumento é de 2%, enquanto os estoques finais devem fechar 7% superiores a 2024/2025. Na Argentina, a colheita está praticamente finalizada, com 98,5% colhido até 8 de janeiro, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A produção esperada foi revisada novamente para cima, estimada em 27,8 milhões de toneladas, novo recorde histórico. As lavouras apresentaram excelente condição, mas com menor nível de proteína, o que desvaloriza o produto e deve exigir compras de outras origens para composição do blend pela indústria. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.