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14/Jan/2026

Recuperação de margens em moagem e derivados

Segundo o relatório do Santander "Alimentos Básicos no Brasil: Embalados e Prontos", o setor de moagem e derivados de trigo, representado por companhias como M. Dias Branco e Camil, apresenta recuperação de margens no encerramento de 2025. A melhora no setor foi pautada pela redução dos custos de insumos em moeda nacional e pela manutenção dos preços de venda ao consumidor final, conforme dados de inflação setorial. A queda nos preços globais do trigo permitiu que fabricantes de massas e biscoitos operassem com níveis menores de estoque de matéria-prima na comparação com 2024.

M. Dias Branco e J. Macêdo reduziram o volume físico estocado até o terceiro trimestre de 2025, estratégia que reflete diretamente na redução de custos operacionais. No caso da M. Dias, os dados de mercado e posições de balanço do 3º trimestre de 2025 sugerem um declínio significativo nos custos já no 4º trimestre de 2025. Os preços de importação de trigo no Brasil caíram sequencialmente nos últimos meses, implicando um cenário de custos favoráveis para os produtores de biscoitos e massas. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro aponta que os preços de massas e biscoitos no varejo permanecem em níveis elevados.

Esse cenário sugere uma potencial expansão de margem no 4º trimestre de 2025 para produtores de biscoitos e massas como a M. Dias Branco. Apesar dos indicadores de custos, o desempenho das ações do setor é condicionado ao volume de vendas. Dados da Scanntech indicam retração no consumo de itens da cesta básica no varejo durante o 4º trimestre de 2025, o que gera incerteza sobre o impacto real das estratégias comerciais de ganho de mercado da M. Dias Branco. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.