06/Nov/2026
Segundo a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a incidência de milho tiguera nas lavouras de soja em Mato Grosso do Sul varia de baixa a média na safra 2026/27. A entidade recomenda eliminar as plantas voluntárias de milho no início do ciclo da soja para reduzir a proliferação da cigarrinha-do-milho entre as safras e evitar a competição por água, nutrientes e luz solar. As plantas de milho tiguera funcionam como abrigo, fonte de alimento e local de oviposição para a cigarrinha-do-milho, contribuindo para a manutenção das populações do inseto no intervalo entre os cultivos. Por isso, o monitoramento e o controle dessas plantas são considerados fundamentais para reduzir a pressão da praga e evitar sua permanência nas áreas agrícolas. A preocupação também está relacionada aos danos provocados pelos patógenos transmitidos pela cigarrinha.
Em lavouras de milho infectadas, as perdas de produtividade podem superar 70%, especialmente quando a contaminação ocorre nos estádios iniciais de desenvolvimento das plantas. Como o inseto completa seu ciclo biológico exclusivamente em plantas de milho, a eliminação do milho voluntário nas áreas de soja contribui para interromper sua reprodução, reduzir a população da praga e diminuir a necessidade de aplicações de inseticidas na cultura seguinte. Para o manejo integrado, a Aprosoja-MS recomenda adotar medidas preventivas já na colheita da safra anterior, com regulagem adequada das colhedoras para reduzir as perdas de grãos e espigas. Também são indicados o monitoramento das áreas e o controle químico das plantas voluntárias, com escolha de herbicidas compatível com a tecnologia do híbrido de milho cultivado, considerando eventuais tolerâncias a produtos como glifosato e glufosinato de amônio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.