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06/Nov/2026

Óleo de Soja: China deve exportar recorde em 2026/27

De acordo com projeção do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim, a China deverá exportar o volume recorde de 1,35 milhão de toneladas de óleo de soja na safra 2026/27, aumento de 25% ante as 1,08 milhão de toneladas estimadas para 2025/26. O avanço das vendas externas está associado ao enfraquecimento do consumo doméstico e à necessidade de escoar o óleo resultante do processamento da soja, cuja principal demanda está relacionada à produção de farelo para alimentação animal. O volume projetado representa mais de quatro vezes as 318 mil toneladas exportadas em 2024/25.

Como as importações chinesas de óleo de soja devem alcançar apenas 150 mil toneladas em 2026/27, o país poderá registrar saldo exportador de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas do produto. A perspectiva de exportações recordes não está relacionada ao aumento da produção. Pelo contrário, o escritório do USDA prevê redução da fabricação chinesa de óleo de soja, de 20,12 milhões para 19,84 milhões de toneladas, acompanhando a queda estimada no esmagamento do grão, de 108 milhões para 106 milhões de toneladas. O consumo total deverá apresentar pouca variação, passando de 19 milhões para 19,1 milhões de toneladas.

O uso alimentar do óleo de soja está projetado em 17,5 milhões de toneladas, volume estável em relação à temporada anterior. Já o consumo em rações e outras finalidades deverá aumentar de 1,5 milhão para 1,6 milhão de toneladas. Mesmo com a redução da produção e o crescimento das exportações, os estoques finais deverão recuar de 2,02 milhões para 1,57 milhão de toneladas em 2026/27. A fraqueza da demanda também alcança os demais óleos vegetais. O escritório reduziu a estimativa de importações totais chinesas desses produtos para 6,4 milhões de toneladas em 2026/27, ante 6,9 milhões de toneladas no ciclo anterior.

O relatório relaciona a menor necessidade de compras externas à disponibilidade doméstica suficiente de oleaginosas para esmagamento e ao crescimento limitado do consumo no curto prazo. O consumo chinês de óleos vegetais destinados à alimentação humana foi projetado em 34,9 milhões de toneladas, praticamente estável. Entre os fatores que restringem a demanda estão a menor frequência de refeições fora de casa, as restrições econômicas, a maior preocupação da população com a saúde e o envelhecimento demográfico. Dados oficiais citados pelo escritório do USDA indicam que a receita dos serviços de alimentação cresceu 2,4% nos primeiros nove meses de 2026, para 4,2 trilhões de iuanes.

O ritmo de expansão mensal, contudo, desacelerou de 4,8% no período próximo ao Ano-Novo Lunar para cerca de 1% em setembro. O documento também aponta uma redução líquida de aproximadamente 80 mil estabelecimentos de redes de panificação e confeitaria em um ano, movimento que sinaliza dificuldades em um segmento tradicionalmente consumidor de óleos vegetais. Para o óleo de palma, a previsão de importações chinesas foi reduzida para 3,2 milhões de toneladas em 2026/27, ante 3,75 milhões de toneladas em 2025/26. A revisão considera a disponibilidade doméstica de outros óleos vegetais e o desempenho abaixo do esperado do consumo das famílias e dos serviços de alimentação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.