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06/Nov/2026

Paraguai: clima adverso ameaça safra 2026/2027

Segundo a StoneX, o excesso de chuvas, a baixa radiação solar e as temperaturas abaixo da média colocam as condições climáticas como principal fator de atenção para a safra 2026/27 de grãos no Paraguai. Além das precipitações acima do esperado, uma tempestade de granizo no início de novembro atingiu mais de 5 mil hectares no norte do departamento de Alto Paraná, principal região produtora de soja do país. Embora a área afetada pelo granizo represente uma parcela pequena diante dos aproximadamente 830 mil hectares cultivados com soja em Alto Paraná, o evento reforça a necessidade de monitoramento das lavouras. O início de novembro também foi marcado por temperaturas particularmente baixas e atípicas para o período. Caso o frio persista, poderá comprometer o desenvolvimento das plantas.

Alto Paraná concentra mais de 33% da produção nacional de soja, o que torna a evolução das condições meteorológicas no departamento determinante para o desempenho da safra nas próximas semanas. Apesar dos riscos climáticos, a StoneX manteve inalteradas as estimativas de produção para o Paraguai. A projeção para a safra 2026/27 é de 9,86 milhões de toneladas de soja da safra principal e 1,28 milhão de toneladas de soja da 2ª safra. Para o milho da safra 2027, a expectativa permanece em 5,73 milhões de toneladas. Os eventos climáticos exigem cautela e acompanhamento, mas ainda não justificam uma revisão das estimativas de produção. O principal ponto de atenção será verificar se o excesso de umidade, as temperaturas reduzidas e a menor incidência de radiação solar persistirão a ponto de provocar perdas efetivas de potencial produtivo. No mercado, as vendas antecipadas de soja da safra 2026/27 alcançaram aproximadamente 23% da produção estimada, permanecendo estáveis em relação ao levantamento anterior.

No caso do milho, a comercialização ainda não atingiu 80%, refletindo o ritmo lento das compras e a retração das cotações internacionais. Entre o fim de outubro e o início de novembro, os preços da soja recuaram entre US$ 10,00 e US$ 15,00 por tonelada. Nas últimas quatro semanas, a desvalorização acumulada aproxima-se de US$ 40,00 por tonelada. Em Assunção, o basis está cotado em torno de US$ 45,00 por tonelada. Diante da correção recente, produtores que aproveitaram os melhores preços no início da safra e realizaram fixações antecipadas conseguiram proteger parcialmente suas receitas. Para aqueles que ainda não fizeram coberturas, a recomendação da analista é conhecer o preço de equilíbrio da produção e estabelecer previamente os níveis de preço que justificam a fixação, evitando decisões baseadas exclusivamente nas oscilações diárias do mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.