ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

06/Nov/2026

Amendoim: Brasil eleva as exportações para China

De acordo com o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim, as exportações brasileiras de amendoim descascado para a China passaram de 1,4 mil toneladas em 2022/23 para 33,8 mil toneladas em 2025/26, volume 24 vezes maior desde a abertura do mercado chinês ao produto brasileiro, em 2022. A expansão ocorreu em um cenário de mudanças entre os fornecedores chineses e de busca por diversificação das origens de abastecimento, com a Argentina assumindo a liderança nas vendas de amendoim descascado ao país asiático. O escritório do USDA destaca o crescimento gradual dos embarques brasileiros desde a autorização de acesso ao mercado chinês. Entre 2022/23 e 2025/26, o volume exportado aumentou 32,4 mil toneladas, embora o relatório não detalhe os embarques registrados nas safras intermediárias. A ampliação da presença brasileira coincide com mudanças na composição dos fornecedores da China.

O Sudão, que anteriormente ocupava a liderança nas exportações de amendoim descascado para o mercado chinês, deixou de fornecer o produto em razão do conflito armado em seu território. Com isso, a Argentina assumiu a primeira posição em 2025/26, respondendo por 35% das importações chinesas dessa categoria. A concorrência tende a se intensificar com a entrada de novos fornecedores. Em 9 de junho de 2026, a China assinou um protocolo fitossanitário com Madagascar para autorizar a importação de amendoim descascado. O acordo abre espaço para mais um concorrente no mercado chinês, no qual o Brasil vem ampliando sua participação desde 2022. As importações chinesas totais de amendoim, considerando as diferentes apresentações do produto, somaram aproximadamente 620 mil toneladas em 2025/26, ante 448 mil toneladas na temporada anterior, crescimento de cerca de 38%. O aumento ocorreu apesar da produção doméstica elevada e do consumo pouco dinâmico, fatores que continuam limitando o potencial de expansão das compras externas.

Para 2026/27, a previsão para produção chinesa é de 18 milhões de toneladas de amendoim, abaixo das 18,4 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. A redução é atribuída à diminuição da área plantada nas principais regiões produtoras e às condições climáticas adversas em fases importantes do desenvolvimento das lavouras. Em agosto, áreas das províncias de Shandong e Liaoning enfrentaram temperaturas elevadas e déficit de chuvas, enquanto regiões de Henan registraram enchentes e alternância entre períodos de seca e excesso de umidade. Apesar da perspectiva de menor produção, o relatório não indica expectativa de aceleração expressiva da demanda chinesa por amendoim importado. A combinação de oferta doméstica elevada e crescimento fraco do consumo deverá continuar restringindo as compras externas. Nesse contexto, o avanço brasileiro ocorre em um mercado competitivo, no qual a ampliação da participação dependerá tanto das condições de oferta interna da China quanto do acesso de novos fornecedores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.