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05/Nov/2026

Futuros de soja pressionados por óleo e petróleo

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quarta-feira (04/11), pressionados pelo desempenho negativo do óleo de soja e pela queda do petróleo. O contrato com vencimento em janeiro recuou 11,75 cents (0,97%), e fechou a US$ 12,02 por bushel. O óleo de soja caiu mais de 2%, acompanhando a desvalorização do petróleo, que reduz o incentivo econômico para que as refinarias misturem biodiesel ao diesel. O derivado da oleaginosa é uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível.

A possibilidade de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar sua estimativa de produtividade da soja no relatório de oferta e demanda previsto para o dia 10 de novembro também contribuiu para pressionar as cotações. Outro fator negativo é a perda de competitividade da soja norte-americana em relação ao produto brasileiro no mercado internacional. Os elevados custos de frete estão eliminando a vantagem de preço do grão dos Estados Unidos, mesmo durante o período de colheita no país. A soja embarcada pelo Golfo dos Estados Unidos apresenta desconto de aproximadamente US$ 0,30 por bushel em relação à brasileira.

Entretanto, o custo de transporte até a China é cerca de US$ 0,60 por bushel superior ao do produto brasileiro. Considerando os custos de entrega ao mercado chinês, a soja brasileira mantém vantagem competitiva de aproximadamente US$ 0,30 por bushel. Apesar das pressões sobre os preços, a demanda externa pela soja norte-americana permanece firme. Exportadores relataram a venda de 167 mil toneladas de soja para a Espanha, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, indicando continuidade das negociações internacionais com o produto dos Estados Unidos.