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05/Nov/2026

Projeção da exportação brasileira de soja 2026/27

Conforme projeção do Rabobank, as exportações brasileiras de soja devem alcançar 113 milhões de toneladas na safra 2026/27, recuo de 1 milhão de toneladas em relação à temporada anterior. A redução é atribuída à retomada das vendas norte-americanas de soja para a China. O banco estima que os embarques dos Estados Unidos ao país asiático mais que dobrem, passando de aproximadamente 12 milhões para 25 milhões de toneladas, após o acordo comercial entre os dois países. A mudança ocorre em um mercado sem expansão relevante das compras chinesas. As importações da China devem permanecer próximas de 110 milhões de toneladas. Nesse cenário, a recuperação da participação norte-americana intensifica a concorrência pelo volume adquirido pelo principal importador mundial e reduz o espaço disponível para a soja brasileira.

Na temporada anterior, o movimento foi inverso. Os embarques dos Estados Unidos à China ficaram limitados a aproximadamente 12 milhões de toneladas entre setembro de 2025 e agosto de 2026. A menor presença norte-americana levou os compradores chineses a ampliar a dependência da soja sul-americana, favorecendo as exportações brasileiras e os preços negociados nos portos. A perda de participação no mercado chinês, entretanto, não deve resultar em redução equivalente das vendas totais brasileiras. Os estoques norte-americanos relativamente ajustados permitirão ao Brasil ampliar os embarques para outros destinos, compensando parcialmente o espaço perdido na China e mantendo as exportações próximas do recorde.

A substituição de parte da demanda do maior importador mundial, contudo, não é simples e acrescenta incertezas às decisões dos produtores brasileiros. A diversificação dos destinos poderá atenuar os efeitos da retomada das vendas norte-americanas, mas não elimina a pressão competitiva sobre a soja do Brasil. O relatório também aponta que a retomada das exportações e o aumento do processamento nos Estados Unidos devem manter os estoques norte-americanos próximos dos níveis da temporada anterior, mesmo diante da expectativa de uma safra recorde. Esse equilíbrio tende a limitar a formação de grandes excedentes no país e ajuda a explicar a previsão de redução moderada dos embarques brasileiros em 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.