30/Oct/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta quinta-feira (29/10), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela queda das cotações do farelo. O vencimento janeiro recuou 3,25 cents (0,26%), e fechou a US$ 12,34 por bushel. Até o dia 25 de outubro, a colheita norte-americana havia alcançado 79% da área, acima da média dos últimos cinco anos, de 77%. A desvalorização do farelo, de cerca de 2%, também contribuiu para limitar o desempenho da oleaginosa. A queda do derivado refletiu os fortes embarques da Argentina, principal exportador mundial de farelo de soja, e o aumento da competitividade do produto brasileiro diante da valorização do dólar em relação ao Real.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques brasileiros de 2,49 milhões de toneladas de farelo em outubro, volume 44,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. As vendas externas dos Estados Unidos, por outro lado, ficaram mais próximas do limite superior das estimativas do mercado e ajudaram a conter as perdas. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que os exportadores norte-americanos venderam 2,58 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro.
O volume foi 9% inferior ao da semana anterior, mas ficou expressivamente acima da média das últimas quatro semanas. A China respondeu pela compra de 1,63 milhão de toneladas do total. No acumulado do ano comercial, as vendas norte-americanas somam 28,78 milhões de toneladas, crescimento de 80,45% em relação ao mesmo período da temporada anterior. Desse total, a China adquiriu 15,07 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 52%. O ritmo das vendas externas e a demanda chinesa oferecem suporte às cotações, embora o avanço da colheita nos Estados Unidos e a pressão do mercado de farelo tenham limitado os preços.