ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

26/Oct/2026

Brasil: USDA mantém projeção da safra 2026/2027

A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília manteve em 184 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2026/27. Caso a projeção se confirme, o País registrará o terceiro recorde consecutivo de produção. O volume representa aumento de 1,94% em relação à temporada 2025/26. A estimativa do escritório no Brasil está abaixo da projeção oficial do USDA, divulgada no início de outubro, de 186 milhões de toneladas. A área plantada estimada para 2026/27 foi reduzida de 50,5 milhões para 49,7 milhões de hectares. Mesmo com a revisão, a área representa aumento de 1,43% ante a temporada anterior. A mudança reflete maior cautela dos produtores diante da volatilidade climática, que pode comprometer o calendário de colheita e restringir a abertura de novas áreas.

A incerteza econômica também influencia as decisões de plantio, em um cenário de juros elevados e forte aumento dos custos de produção. As condições climáticas recentes, apesar de atípicas, contribuíram para melhorar a umidade do solo nas fases iniciais do plantio em regiões importantes, com potencial para favorecer a produtividade. Segundo a avaliação do USDA em Brasília, melhores condições hídricas no Rio Grande do Sul podem compensar eventuais perdas de rendimento em outros Estados, como Mato Grosso. Embora haja previsão de ocorrência de El Niño no Brasil, a irregularidade das chuvas poderá afetar mais a colheita do que o plantio. A estimativa para as exportações brasileiras de soja em 2026/27 foi mantida em 117,5 milhões de toneladas, alta de 2,1% em relação aos 115 milhões de toneladas projetados para 2025/26.

O crescimento esperado é sustentado pela maior oferta nacional e pela continuidade da demanda chinesa, embora o ritmo de expansão deva ser mais moderado do que em temporadas anteriores, tendência já observada no ciclo atual. O esmagamento de soja foi revisado para cima, de 62,5 milhões para 65 milhões de toneladas. Com a alteração, a estimativa para a produção de farelo aumentou de 47,4 milhões para 50 milhões de toneladas, enquanto a projeção para o óleo de soja passou de 12,8 milhões para 13,5 milhões de toneladas. A revisão para o óleo considera a expectativa de crescimento superior a 50% da demanda externa em 2026 e os efeitos previstos da adoção da mistura de 16% de biodiesel ao diesel, conhecida como B16. O aumento projetado do processamento indica maior demanda potencial por derivados da soja, em um cenário de expansão do uso de biocombustíveis e continuidade das compras internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.