23/Oct/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira (22/10), em movimento de correção após oito sessões consecutivas de queda. O contrato com vencimento em janeiro avançou 6,50 cents de dólar por bushel, equivalente a 0,52%, e fechou a US$ 12,64 por bushel. A retomada das compras chinesas de soja norte-americana e a valorização do óleo de soja contribuíram para sustentar as cotações, enquanto as condições climáticas favoráveis à colheita nos Estados Unidos limitaram os ganhos. A demanda chinesa pela oleaginosa norte-americana permaneceu como um dos principais fatores de sustentação. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores reportaram a venda de 202 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
Desde a semana anterior, as vendas avulsas de soja dos Estados Unidos ao país asiático somam 2,42 milhões de toneladas. Em relatório semanal, o USDA informou que as vendas externas de soja da safra 2026/27 totalizaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. O volume aumentou expressivamente em relação à semana anterior e à média das quatro semanas precedentes. A China respondeu por 2,179 milhões de toneladas do total. As vendas ficaram próximas do limite superior das estimativas dos analistas, que variavam de 1,1 milhão a 3 milhões de toneladas. O ritmo das vendas externas permanece elevado em comparação com os últimos anos, em meio à retomada das compras chinesas. O volume semanal de 2,841 milhões de toneladas foi o maior desde novembro de 2023.
As vendas acumuladas da safra 2026/27 alcançaram 26,2 milhões de toneladas, o maior nível para o período desde 2022, reforçando a perspectiva de demanda externa mais aquecida pela soja dos Estados Unidos. A valorização do óleo de soja, que avançou mais de 1%, também contribuiu para o desempenho positivo da oleaginosa. O derivado acompanhou a alta do petróleo, que pode ampliar os incentivos econômicos para que as refinarias misturem biodiesel ao diesel. Como o óleo de soja é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível, o movimento no mercado de energia tende a repercutir sobre a demanda pelo produto e a composição dos preços do complexo soja. Por outro lado, as condições climáticas favoráveis à colheita nos Estados Unidos limitaram uma recuperação mais expressiva das cotações.
O clima adequado nas principais regiões produtoras do país deve permitir avanço significativo dos trabalhos no campo durante a semana, contribuindo para a entrada da nova safra no mercado e mantendo a pressão potencial da oferta sobre os preços. O fechamento positivo refletiu, assim, uma combinação de fatores de sustentação, especialmente a demanda chinesa e a valorização do óleo de soja, e elementos limitantes relacionados ao avanço da colheita norte-americana. A continuidade da recuperação em Chicago dependerá do ritmo das compras externas, da evolução da demanda por derivados e do comportamento da oferta durante a entrada da safra dos Estados Unidos no mercado.