ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

23/Oct/2026

Brasil: esmagamento de soja deve crescerem 2027

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o esmagamento de soja no Brasil deve alcançar 66 milhões de toneladas em 2027, alta de 3,8% ante as 63,6 milhões de toneladas projetadas para 2026. O processamento industrial resulta na produção de farelo, utilizado principalmente na alimentação animal, e de óleo, destinado ao consumo interno, à fabricação de biocombustíveis e às exportações. Para o próximo ano, a entidade também prevê aumento da produção de farelo e óleo e redução de 0,8% nas exportações de soja em grão. A produção brasileira de soja está estimada em 181,617 milhões de toneladas em 2027, crescimento de 0,7% ante os 180,407 milhões de toneladas projetados para 2026.

As exportações do grão devem somar 113 milhões de toneladas, abaixo das 113,9 milhões de toneladas previstas para este ano, enquanto as importações estão estimadas em 900 mil toneladas. A produção de farelo de soja deve atingir 50,8 milhões de toneladas em 2027, avanço de 3,8% em relação às 48,95 milhões de toneladas estimadas para 2026. O consumo interno deve crescer 7,4%, passando de 21,5 milhões para 23,1 milhões de toneladas. As exportações estão projetadas em 26,3 milhões de toneladas, alta de 4,0% ante as 25,3 milhões de toneladas previstas para este ano. No segmento de óleo de soja, a produção deve aumentar 3,7%, de 12,8 milhões de toneladas em 2026 para 13,27 milhões de toneladas em 2027. O consumo interno está estimado em 11,5 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% sobre as 11 milhões de toneladas previstas para este ano.

Em contrapartida, as exportações devem recuar 2,6%, de 1,95 milhão para 1,9 milhão de toneladas. As importações estão projetadas em 100 mil toneladas, ante 125 mil toneladas em 2026. Os estoques finais de soja em grão devem alcançar 8,194 milhões de toneladas em 2027, alta de 6,8% em relação aos 7,672 milhões de toneladas estimados para o encerramento de 2026. Para o farelo, a projeção é de 5,647 milhões de toneladas, aumento de 33,0%. No caso do óleo de soja, os estoques finais devem recuar 4,7%, para 606 mil toneladas. Para 2026, a Abiove revisou para cima, em relação às estimativas divulgadas em setembro, o esmagamento de soja, de 63,5 milhões para 63,6 milhões de toneladas, aumento de 0,2%. A produção de farelo também foi elevada, de 48,9 milhões para 48,95 milhões de toneladas, avanço de 0,1%.

As projeções para a produção de óleo, em 12,8 milhões de toneladas, e para a safra de soja, em 180,407 milhões de toneladas, foram mantidas. A estimativa de produção do grão tem como referência os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados em 15 de outubro. A expansão do processamento está relacionada ao crescimento da demanda doméstica por farelo e óleo de soja. A Abiove avalia que o ritmo de atividade industrial também contribui para preparar o setor para a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel para B16, prevista para março. O percentual B16 corresponde à adição de 16% de biodiesel ao diesel comercializado no Brasil. Nas revisões das projeções para 2026, a Abiove reduziu em 1,0% a estimativa de exportação de soja em grão, de 115 milhões para 113,9 milhões de toneladas.

A previsão de importação aumentou 5,6%, de 900 mil para 950 mil toneladas. Com essas alterações, o estoque final projetado para o grão subiu 14,9%, de 6,679 milhões para 7,672 milhões de toneladas. Para o farelo, a estimativa de exportação foi mantida em 25,3 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno passou de 21,4 milhões para 21,5 milhões de toneladas, alta de 0,5%. O estoque final do produto foi reduzido em 1,2%, para 4,246 milhões de toneladas. No mercado de óleo de soja, a projeção de exportação aumentou 8,3%, de 1,8 milhão para 1,95 milhão de toneladas. O consumo interno permaneceu estimado em 11 milhões de toneladas, enquanto o estoque final recuou 19,1%, de 786 mil para 636 mil toneladas.

Em agosto, o esmagamento de soja alcançou 5,03 milhões de toneladas, queda de 1,8% em relação a julho e aumento de 9,0% ante agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o processamento totalizou 38,67 milhões de toneladas, crescimento de 8,4% na comparação com igual período do ano anterior. As comparações mensais consideram o ajuste pelo percentual amostral. Os dados de processamento de 2026 abrangem uma amostra correspondente a aproximadamente 90,83% do esmagamento nacional. A projeção de exportação de óleo de soja para 2026 pode ser comparada ao volume de 1,363 milhão de toneladas exportado em 2025. Todas as projeções da entidade consideram o ano civil, de janeiro a dezembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.