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21/Oct/2026

Futuros de soja recuam com liquidação de posições

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa pelo sétimo pregão consecutivo nesta terça-feira (20/10), pressionados pela liquidação de posições compradas por fundos de investimento, pelo avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos e pela perspectiva de uma safra recorde no país. O contrato com vencimento em janeiro recuou 5,25 cents, equivalente a 0,41%, e fechou a US$ 12,63 por bushel. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que a colheita da safra norte-americana havia alcançado 64% da área até o dia 18 de outubro, ante 46% na semana anterior e próximo da média de 65% dos últimos cinco anos. O avanço dos trabalhos aumenta a disponibilidade de produto no mercado e estimula a redução da exposição comprada dos fundos.

De acordo com o levantamento semanal da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), a posição líquida comprada desses agentes somava 249.807 contratos em 13 de outubro. A posição dos fundos provavelmente ainda está próxima de 230 mil contratos, indicando espaço para novas liquidações e manutenção da pressão sobre as cotações. A demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos permanece aquecida, mas não tem sido suficiente para sustentar os preços diante dos fatores de pressão relacionados à oferta e ao posicionamento dos investidores. Nesta terça-feira (20/10), o USDA informou que exportadores norte-americanos relataram a venda de 612 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Desde a semana anterior, as vendas avulsas da oleaginosa dos Estados Unidos ao país asiático totalizam 2,084 milhões de toneladas. As compras chinesas já representam mais de 60% do volume de 25 milhões de toneladas acordado no ano passado. Apesar do ritmo das aquisições, a demanda adicional ainda não conseguiu compensar a pressão exercida pelo avanço da colheita norte-americana e pela redução das posições compradas no mercado futuro. No Brasil, o avanço da semeadura da safra 2026/27 também contribuiu para limitar as cotações. Levantamento da AgRural indica que o plantio de soja havia atingido 26% da área estimada na última quinta-feira, ante 15% uma semana antes e 24% em igual período do ano passado. A evolução dos trabalhos no principal concorrente dos Estados Unidos reforça as perspectivas de oferta sul-americana e amplia a pressão sobre os preços internacionais.