15/Oct/2026
Segundo o Itaú BBA, a previsão de chuvas mais abrangentes no Centro-Oeste nas próximas semanas deve favorecer o avanço do plantio da safra de verão (1ª safra 2026/27), especialmente da soja. Entretanto, a distribuição irregular das precipitações mantém a necessidade de cautela. Eventuais atrasos na semeadura da oleaginosa podem ampliar os riscos para o milho 2ª safra de 2027, sobretudo se o calendário agrícola for pressionado ou se as chuvas perderem intensidade mais cedo no outono de 2027. Em Mato Grosso e em outras áreas do Centro-Oeste, a expectativa de precipitações mais abrangentes tende a contribuir para a recuperação da umidade do solo e permitir maior continuidade das operações de plantio. Os volumes, porém, ainda podem apresentar diferenças entre localidades. Mesmo em um cenário de aumento das chuvas, intervalos prolongados de tempo firme, combinados com temperaturas elevadas, podem reduzir rapidamente a umidade superficial do solo e dificultar o desenvolvimento das lavouras após a emergência.
Dessa forma, a melhora das condições meteorológicas não elimina os riscos associados à irregularidade das precipitações. Nas demais regiões produtoras, as condições apresentam desafios distintos. Na Região Sul, as chuvas mantêm níveis favoráveis de umidade para a implantação e o desenvolvimento inicial das lavouras, mas a maior frequência e os volumes elevados podem restringir as operações de campo. No Matopiba, o retorno das precipitações continua mais lento e irregular, exigindo cautela para o avanço da semeadura em Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. O cenário ocorre em meio ao avanço do El Niño, que começa a evidenciar contrastes regionais no regime de chuvas brasileiro. Desde a segunda quinzena de setembro, o Sul registra precipitações mais frequentes, enquanto as condições permanecem relativamente mais secas nas áreas ao norte. O Centro-Oeste está em uma zona de transição, marcada pela irregularidade das chuvas.
As precipitações retornaram ao Centro-Oeste na passagem de setembro para outubro, permitindo a recuperação gradual da umidade do solo e o avanço do plantio em partes de Mato Grosso e Goiás. A melhora, contudo, ocorreu de forma desigual, com volumes expressivos em algumas localidades e períodos mais prolongados de tempo firme em outras. As condições atuais são relativamente favoráveis à implantação da safra de verão (1ª safra 2026/27), mas os principais riscos podem se concentrar nas etapas seguintes do calendário agrícola. Caso a semeadura da soja atrase, a janela de plantio do milho 2ª safra de 2027 poderá ficar comprometida. O risco também aumenta se as precipitações cessarem mais cedo no outono de 2027, reduzindo a disponibilidade hídrica durante o desenvolvimento da cultura. Assim, além do volume acumulado de chuva, a distribuição das precipitações e sua persistência ao longo da temporada serão fatores determinantes para o desempenho das lavouras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.