15/Oct/2026
A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul está estimada em 353.397 hectares em 2026, aumento de 102,64% ante os 174.394 hectares registrados em 2025. A expansão da oleaginosa amplia sua participação entre as culturas de inverno e fortalece seu potencial como matéria-prima para a produção de biodiesel, conforme dados da Emater-RS divulgados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Além de representar uma alternativa às culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola permite ampliar o aproveitamento da produção agrícola por meio de diferentes aplicações industriais. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado à fabricação de biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal. Essa utilização conjunta amplia as possibilidades de geração de valor e integra a produção de alimentos à oferta de combustíveis renováveis.
Durante a abertura nacional da colheita de canola, realizada em 13 de outubro, em Ijuí (RS), a Aprobio destacou o potencial da cultura para diversificar a renda dos produtores rurais e fortalecer a produção brasileira de biocombustíveis. O avanço da área cultivada representa uma oportunidade de ampliar a disponibilidade de matéria-prima para a indústria, além de favorecer o aproveitamento dos coprodutos gerados no processamento dos grãos. A Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) relaciona a expansão da canola à possibilidade de conciliar a produção de alimentos e energia, com geração de renda no campo e ampliação da oferta de combustíveis renováveis. A cultura apresenta potencial para integrar diferentes segmentos do agronegócio, desde a produção agrícola até o processamento industrial e a comercialização de biocombustíveis.
Para a Aprobio, o principal desafio consiste em acompanhar a expansão das lavouras com o desenvolvimento do mercado consumidor e o planejamento da cadeia produtiva. A consolidação da canola como matéria-prima para biodiesel depende de maior integração entre agricultores, empresas cerealistas e produtores de biocombustíveis, de modo a conectar a oferta agrícola à demanda industrial e estabelecer condições comerciais mais previsíveis. A ampliação da área cultivada no Rio Grande do Sul cria condições para aumentar a disponibilidade potencial de grãos destinados ao processamento, mas a sustentabilidade econômica dessa expansão dependerá da articulação entre produção, comercialização e capacidade de absorção industrial. A integração dos agentes da cadeia será relevante para transformar o crescimento da área em fornecimento regular de matéria-prima, geração efetiva de renda aos produtores e fortalecimento da indústria nacional de combustíveis renováveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.