14/Oct/2026
Os contratos futuros de soja fecharam em leve baixa na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (13/10), pressionados pela ausência de novas vendas avulsas de soja dos Estados Unidos para a China e pela queda superior a 1% nas cotações do farelo. O contrato com vencimento em novembro recuou 4,00 centavos de dólar, equivalente a 0,31%, e fechou a US$ 12,83 por bushel. O mercado permanece condicionado às perspectivas de demanda chinesa e ao avanço da colheita norte-americana, que amplia a disponibilidade do grão para processamento. O último anúncio de venda avulsa de soja dos Estados Unidos para a China ocorreu em 24 de setembro. Desde o fim do feriado da Golden Week, na semana anterior, a participação chinesa nas compras norte-americanas permaneceu reduzida. A retomada dos negócios com o país asiático é considerada um fator importante para sustentar as cotações, especialmente diante do compromisso de aquisição de 25 milhões de toneladas assumido pela China com a Casa Branca até 31 de dezembro.
A estimativa é de que ainda faltem cerca de 10 milhões de toneladas para o cumprimento desse compromisso. A ausência de novas compras amplia a incerteza sobre o ritmo da demanda externa pela soja norte-americana e limita o suporte aos preços. Nesse contexto, operadores posicionados na expectativa de valorização aguardam sinais mais consistentes de retomada dos negócios entre os dois países. A queda superior a 1% nos contratos de farelo de soja também contribuiu para pressionar a oleaginosa. Com o avanço mais rápido da colheita nos Estados Unidos, a disponibilidade de matéria-prima para as esmagadoras aumenta, favorecendo a oferta de farelo. A perspectiva de maior disponibilidade do derivado reduz o suporte proveniente do mercado de processamento e influencia a formação dos preços do complexo soja. Os dados de exportação também indicaram redução no fluxo semanal de embarques norte-americanos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,01 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para embarque nos portos do país na semana encerrada em 8 de outubro, volume 8,58% inferior ao registrado na semana anterior. O resultado reforça a atenção do mercado ao ritmo das exportações em um período de maior disponibilidade sazonal do grão. No Brasil, o plantio da safra 2026/27 alcançou 15% da área estimada até 8 de outubro, ante 7% uma semana antes e 14% no mesmo período de 2025, conforme levantamento da AgRural. O avanço dos trabalhos de campo indica ritmo superior ao observado na semana anterior e ligeiramente acima do registrado um ano antes. A evolução do plantio brasileiro, a entrada da nova safra norte-americana e a retomada das compras chinesas deverão permanecer entre os principais fatores de influência sobre as cotações. Enquanto a demanda da China não apresentar maior regularidade, a ampla disponibilidade de soja nos Estados Unidos e a perspectiva de aumento da oferta de farelo tendem a limitar a sustentação dos preços.