09/Oct/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta quinta-feira (08/10), pressionados pelo avanço mais rápido da colheita nos Estados Unidos. O clima quente e seco no cinturão do milho deve favorecer uma forte aceleração dos trabalhos de campo nesta semana, aumentando a disponibilidade física da oleaginosa e limitando a sustentação das cotações. O vencimento novembro recuou 10,00 cents, ou 0,77%, e fechou a US$ 12,87 por bushel. Os dados semanais de vendas externas dos Estados Unidos também contribuíram para a pressão sobre os preços, com o volume comercializado mais próximo do piso das expectativas do mercado. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas de soja da safra 2026/27 somaram 549,4 mil toneladas na semana encerrada em 1º de outubro, queda de 47% ante a semana anterior e de 34% em relação à média das quatro semanas anteriores. A China respondeu por 382,9 mil toneladas das vendas realizadas na semana. Até 1º de outubro, as compras chinesas de soja da safra 2026/27 dos Estados Unidos totalizavam 11,142 milhões de toneladas, equivalentes a 48,9% de todo o volume comercializado pelos exportadores norte-americanos para a temporada.
O desempenho do farelo de soja também pesou sobre os contratos da oleaginosa. O derivado recuou mais de 2%, em movimento associado à realização de lucros após a valorização superior a 3% registrada na sessão anterior, contribuindo para ampliar a pressão sobre a soja em grão. O mercado também passou por ajuste de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta sexta-feira (09/10). As projeções de analistas indicam aumento marginal da estimativa para a produção norte-americana de soja em 2026/27, de 123,43 milhões de toneladas em setembro para 123,60 milhões de toneladas. A produtividade média deverá subir de 3,551 para 3,558 toneladas por hectare. Os estoques domésticos de soja dos Estados Unidos ao fim da temporada 2026/27 também são projetados ligeiramente acima da estimativa anterior, passando de 8,44 milhões para 8,46 milhões de toneladas. O conjunto das expectativas reforça a percepção de oferta norte-americana um pouco maior, em um momento de avanço da colheita e de vendas externas semanais abaixo do ritmo observado anteriormente.