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06/Oct/2026

Preço da soja registra forte baixa no mercado interno

No mercado interno de soja, os preços apresentaram forte queda entre R$ 4,00 e R$ 8,00 por saca de 60 Kg nesta segunda-feira (05/10). O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (05/10) em forte baixa de 4,12%, a R$ 5,00, em reação direta ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. A cotação representou o menor fechamento desde 21 de maio. O resultado eleitoral alterou a percepção dos investidores sobre a trajetória potencial da política econômica e fiscal. A forte valorização do Real ocorreu em um ambiente externo que não oferece o mesmo suporte ao movimento. Para o agronegócio brasileiro, a valorização do Real produz efeitos ambivalentes. No curto prazo, reduz a conversão em Reais das receitas de exportadores de soja, milho, café, açúcar, carnes e demais commodities cotadas em dólar, podendo limitar a remuneração do produtor e reduzir o incentivo à fixação de vendas externas. Ao mesmo tempo, diminui os custos domésticos de produtos e insumos com preços vinculados ao dólar, especialmente fertilizantes, defensivos, combustíveis e componentes importados, além de aliviar parte da pressão sobre o custo financeiro e logístico associado às importações. No mercado de commodities agrícolas, portanto, a manutenção de um câmbio próximo de R$ 5,00 tende a deslocar parte da formação dos preços internos para os fundamentos internacionais de oferta e demanda. Para produtores e empresas exportadoras, a combinação entre câmbio valorizado e preços internacionais passa a ser determinante para a margem de comercialização e para o ritmo de fixação antecipada da produção.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta segunda-feira (05/10) em leve alta, sustentados pela forte queda do dólar ante o Real após o primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. A valorização do Real reduz a rentabilidade dos produtores brasileiros, tende a desacelerar a expansão futura da área agrícola no País e diminui a competitividade das exportações brasileiras. O contrato novembro ganhou 2,50 centavos de dólar, ou 0,20%, e fechou a US$ 12,80 por bushel. Outro fator de suporte aos preços foi o anúncio de uma venda avulsa de soja dos Estados Unidos. Os ganhos foram limitados pela perspectiva de avanço mais acelerado da colheita norte-americana. Com isso, a expectativa de maior disponibilidade física da oleaginosa nos Estados Unidos limita o potencial de valorização dos contratos futuros no curto prazo. No Brasil, o plantio da soja da safra 2026/27 alcançava 7,3% da área estimada até o dia 1º de outubro, ante 3,4% na semana anterior e 9% no mesmo período de 2025.

No Paraná, na região de Ponta Grossa, as indicações são de R$ 145,00 por saca de 60 Kg. Indústrias esmagadoras indicam entre R$ 158,00 e R$ 159,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega no fim de outubro e pagamento em novembro. A indicação é de R$ 159,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em novembro e R$ 160,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em dezembro. Para a safra 2026/27, tradings indicam R$ 146,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em abril, e R$ 147,00 por saca de 60 Kg CIF, para maio. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, a indicação no disponível é de R$ 143,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em outubro e pagamento em novembro.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.