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02/Oct/2026

Preços da soja caem em linha com Bolsa de Chicago

No mercado interno de soja, os preços apresentaram queda entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta quinta-feira (1º/10). O dólar subiu 0,88% no primeiro pregão de outubro (1º/10), a R$ 5,22, acompanhando o movimento global de fortalecimento da moeda norte-americana em um ambiente de maior aversão ao risco, pressionado pela nova alta do petróleo e pelo aumento dos temores inflacionários. O ambiente externo foi o principal vetor da sessão, com o dólar avançando ante todas as principais moedas e o petróleo superando novamente US$ 100,00 por barril em meio às preocupações relacionadas à guerra no Oriente Médio. A aceleração das cotações ocorreu diante de informações de que os Estados Unidos avaliam retomar bombardeios contra o Irã em novembro. O fortalecimento do dólar também reflete sua função de ativo de proteção em períodos de incerteza. No mercado de juros dos Estados Unidos, a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) abaixo do esperado reduziu as apostas de uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro. No mercado doméstico, fatores eleitorais também permanecem no radar e podem influenciar a percepção de risco sobre os ativos brasileiros. Ao mesmo tempo, a valorização das commodities agrícolas, com possíveis efeitos do fenômeno El Niño, e a alta do petróleo acrescentam fatores de suporte ao dólar.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta quinta-feira (1º/10), pressionados pelo fortalecimento do dólar ante o Real, movimento que tende a favorecer a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e estimular as exportações. O contrato para novembro recuou 9,00 cents, ou 0,70%, e fechou a US$ 12,84 por bushel. A queda dos derivados também contribuiu para pressionar as cotações da oleaginosa. Os contratos de farelo e óleo de soja recuaram após dados indicarem baixo desempenho das vendas externas dos Estados Unidos. O desempenho reforçou a pressão sobre os derivados e contribuiu para o movimento negativo. No mercado de soja em grão, o volume exportado ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas, de 500 mil a 1,4 milhão de toneladas. Até 24 de setembro, a China havia comprado 10,759 milhões de toneladas de soja norte-americana da safra 2026/27, o equivalente a cerca de 48% do total comercializado pelos Estados Unidos. O ritmo das vendas para o mercado chinês permanece como um dos principais componentes da formação das expectativas para a demanda externa pela soja norte-americana e para a disputa de participação no mercado internacional com o produto brasileiro.

No Paraná, na região de Curitiba, tradings indicam R$ 160,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em outubro e pagamento em novembro. Na região de Ponta Grossa, as indústrias indicam R$ 156,00 por saca de 60 Kg CIF. Na região de Cascavel, a indicação é de R$ 151,00 por saca de 60 Kg CIF. Na região de Pato Branco, as fábricas indicam R$ 151,50 por saca de 60 Kg CIF. Para a safra 2026/27, tradings indicam R$ 155,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em abril e pagamento em maio. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, as indicações para exportação no disponível estão entre R$ 147,00 e R$ 148,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em outubro e pagamento em novembro. Há registro de negócios pontuais a R$ 150,00 por saca de 60 Kg FOB, para liquidação imediata. Para a safra 2026/27, tradings indicam entre R$ 132,00 e R$ 133,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em fevereiro e pagamento em março.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.