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02/Oct/2026

Futuros de soja recuam com dólar forte ante o Real

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta quinta-feira (1º/10), pressionados pelo fortalecimento do dólar ante o Real, movimento que tende a favorecer a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e estimular as exportações. Conforme a estimativa mais recente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve ter embarcado 7,24 milhões de toneladas de soja em setembro, volume 3,8% superior ao registrado em igual mês de 2025. O contrato para novembro recuou 9,00 cents, ou 0,70%, e fechou a US$ 12,84 por bushel. A queda dos derivados também contribuiu para pressionar as cotações da oleaginosa.

Os contratos de farelo e óleo de soja recuaram após dados indicarem baixo desempenho das vendas externas dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações norte-americanas comercializaram 161,6 mil toneladas de farelo de soja, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 24 de setembro. O volume ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam vendas de pelo menos 200 mil toneladas. No óleo de soja, as vendas externas dos Estados Unidos somaram apenas 200 toneladas na semana até 24 de setembro, queda de 89% ante a semana anterior e de 76% em relação à média das quatro semanas anteriores. O desempenho reforçou a pressão sobre os derivados e contribuiu para o movimento negativo.

No mercado de soja em grão, os exportadores norte-americanos venderam 1,03 milhão de toneladas da safra 2026/27 na semana encerrada em 24 de setembro, das quais 589,4 mil toneladas foram destinadas à China. O volume total ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas, de 500 mil a 1,4 milhão de toneladas. Até 24 de setembro, a China havia comprado 10,759 milhões de toneladas de soja norte-americana da safra 2026/27, o equivalente a cerca de 48% do total comercializado pelos Estados Unidos. O ritmo das vendas para o mercado chinês permanece, assim, como um dos principais componentes da formação das expectativas para a demanda externa pela soja norte-americana e para a disputa de participação no mercado internacional com o produto brasileiro.