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01/Oct/2026

Soja brasileira mantém vantagem no mercado chinês

Segundo a S&P Global Commodity Insights, a decisão da China de manter as tarifas de importação sobre a soja dos Estados Unidos, mesmo após o acordo de redução tarifária de US$ 30 bilhões firmado entre Estados Unidos e China, tende a favorecer a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. A exclusão da oleaginosa do pacote negociado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, pressionou as cotações na Bolsa de Chicago.

A manutenção das tarifas sobre o produto norte-americano amplia, em princípio, a vantagem relativa das origens sul-americanas no atendimento da demanda chinesa. Operadores dos Estados Unidos minimizaram o impacto da decisão, destacando que as estatais chinesas Sinograin e Cofco já contam com isenções tarifárias para cumprir compromissos de compra de 25 milhões de toneladas de soja. No mercado brasileiro, porém, a manutenção das barreiras tende a dar suporte aos preços e aos prêmios da soja nacional.

O efeito imediato sobre os embarques brasileiros deve permanecer limitado no fim da safra 2025/26. A disponibilidade de soja do ciclo velho está restrita, enquanto os produtores mantêm ritmo mais lento de vendas e as indústrias domésticas disputam o volume remanescente para processamento. Para a próxima temporada, a dimensão da produção sul-americana deverá continuar sendo o principal fator para determinar a intensidade da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.