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01/Oct/2026

Óleo de Palma: El Niño e biodiesel devem reduzir oferta

O óleo de palma poderá ser negociado com prêmio em relação ao óleo de soja em 2027, diante da perspectiva de menor produção provocada pelo El Niño e do aumento da demanda por biodiesel na Indonésia, principal exportadora mundial do produto. A combinação de menor oferta e maior consumo interno tende a reduzir a disponibilidade para exportação e alterar a relação de preços entre os principais óleos vegetais. A produção de óleo de palma da Indonésia em 2027 deve recuar 3,7%, para 56,6 milhões de toneladas.

O cenário é associado às condições mais secas provocadas pelo El Niño, que podem prejudicar a produtividade das plantações. O óleo de palma é produzido principalmente na Indonésia e na Malásia e concorre no mercado internacional com o óleo de soja produzido na América do Sul e com o óleo de girassol originário da região do Mar Negro. Ao mesmo tempo, a demanda indonésia por biodiesel deve crescer 18,5% em 2027, atingindo o recorde de 17,4 milhões de toneladas. O aumento do consumo doméstico, combinado à redução da produção, deverá limitar o excedente disponível para o mercado externo. As exportações de óleo de palma da Indonésia estão projetadas em 26,5 milhões de toneladas em 2027, queda de 14,9% ante o ano anterior e o menor volume desde 2016.

A redução da oferta exportável tende a estreitar a disponibilidade global e aumentar a competição entre compradores. O movimento poderá levar o óleo de palma a superar o preço do óleo de soja em 2027, repetindo uma relação observada em 2024. A evolução das condições climáticas no Sudeste Asiático, da produção indonésia e malaia e do consumo de óleo vegetal para biodiesel será determinante para a formação dos preços relativos entre os diferentes óleos vegetais. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.