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30/Sep/2026

EUA: forte demanda deve reduzir estoques de soja

O crescimento do esmagamento e das exportações deve reduzir os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2026/27, mesmo com uma safra maior. A demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis e as compras chinesas sustentam o consumo do grão norte-americano, apesar da manutenção da sobretaxa de 10% aplicada pela China sobre a soja dos Estados Unidos. A expectativa da StoneX é de crescimento superior a 6% da safra norte-americana no próximo ciclo, mas o aumento da produção não deve resultar em maior disponibilidade ao final da temporada. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já trabalha com um balanço mais apertado. No relatório mensal de 11 de setembro, o órgão elevou a estimativa de produção de soja para 123,43 milhões de toneladas, e reduziu a projeção de estoques finais de 2026/27 de 8,71 milhões de toneladas, para 8,44 milhões de toneladas. As indústrias norte-americanas operam com margens de esmagamento superiores às registradas em anos anteriores, embora tenham perdido rentabilidade nos últimos meses.

Os mandatos para biodiesel e diesel renovável mantêm elevada a demanda das biorrefinarias por óleo de soja e contribuem para sustentar a atividade das processadoras. Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento do esmagamento e de maior disputa pela matéria-prima no mercado interno dos Estados Unidos. As chuvas vêm dificultando os trabalhos em alguns Estados no início da temporada, mas a expectativa é de normalização das atividades nas próximas semanas. O mercado de farelo também permanece aquecido, favorecido pelo menor ritmo recente de esmagamento e pelo atraso da colheita, fatores que podem limitar a oferta dos subprodutos. No mercado externo, a soja em grão ficou fora da lista de produtos que receberão alívio tarifário após a cúpula entre Estados Unidos e China. A manutenção da sobretaxa de 10% contribuiu para a pressão sobre os preços nos últimos dias, mas não elimina a perspectiva de continuidade das compras chinesas, que vêm apresentando ritmo acelerado.

A China mantém o compromisso de aquisição de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos. A meta corresponde às compras anuais chinesas em 2026, 2027 e 2028. A necessidade de abastecimento durante dezembro e janeiro também favorece a soja norte-americana, enquanto o Brasil inicia o plantio da nova safra e dispõe de menor volume de soja para exportação no período de entressafra. A combinação da demanda doméstica e externa limita o impacto da safra maior dos Estados Unidos sobre as cotações. Uma eventual retirada da sobretaxa chinesa ampliaria o acesso da soja norte-americana ao mercado chinês e contribuiria para um balanço ainda mais apertado no país. O próximo ponto de atenção será o relatório trimestral de estoques do USDA, previsto para esta quarta-feira (30/09), que poderá provocar alterações no balanço da temporada 2025/26. Analistas projetam estoques de 8,79 milhões de toneladas, em 1º de setembro, ante 8,85 milhões de toneladas estimadas pelo USDA para 2025/26. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.